Palmeiras despacha o Fluminense nos pênaltis, chega à oitava final continental e amplia recorde entre os clubes brasileiros
Se a Libertadores fosse uma festa, o Palmeiras já teria cadeira cativa na mesa principal! O Verdão mostrou mais uma vez que sabe sofrer, resistir e, principalmente, chegar às grandes decisões. Na quarta-feira, 21, a equipe paulista eliminou o Fluminense nos pênaltis, por 5 a 3, após derrota por 1 a 0 no tempo normal, e garantiu presença em sua oitava final da competição. De quebra, o Alviverde ampliou o próprio recorde brasileiro e mostrou que, quando o assunto é disputar a Glória Eterna, já virou figurinha carimbada.
O confronto foi daqueles de deixar qualquer torcedor sem unhas. Após vencer o jogo de ida por 2 a 1, no Maracanã, o Palmeiras viu o Fluminense devolver a vantagem com um gol de Hércules, levando a decisão para as penalidades. Foi então que Carlos Miguel vestiu a capa de herói ao defender a cobrança de Nonato. Com cinco cobranças convertidas, o Verdão confirmou a classificação e deixou o Tricolor carioca pelo caminho.
Oito finais, uma obsessão
Com a classificação, o Palmeiras chegou à oitava decisão de Libertadores e se isolou ainda mais como o clube brasileiro com mais finais disputadas. O São Paulo aparece na sequência, com seis, enquanto Flamengo, Grêmio e Santos somam cinco cada. No cenário sul-americano, o Verdão fica atrás apenas de Boca Juniors, com 12 finais, e Peñarol, com dez. Além disso, a equipe comandada por Abel Ferreira alcançou quatro das últimas sete decisões, consolidando sua presença entre os protagonistas do continente.
Dono de três títulos da Libertadores, conquistados em 1999, 2020 e 2021, o Palmeiras agora mira o tetracampeonato para transformar mais uma campanha histórica em taça. A decisão está marcada para 28 de novembro, no Estádio Centenário, em Montevidéu, no Uruguai. Enquanto aguarda a definição do adversário, que sairá do confronto entre Flamengo e Estudiantes, o Verdão segue alimentando o sonho de conquistar novamente a América. Afinal, para quem já chegou oito vezes à final, o difícil não é encontrar o caminho, mas resistir à vontade de percorrê-lo outra vez.