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De Volta para o Futuro virou realidade? Tesla prepara superesportivo que promete voar

17/10/2026 • 00:39 • Por Redação NTD

DeLorean ficou no passado; novo Tesla Roadster promete levar o futuro às alturas

Imagem: Fotos: Divulgação/Tesla e Universal Pictures

Novo Roadster promete desempenho extraordinário e tecnologias inspiradas em foguetes da SpaceX, aproximando o universo dos superesportivos elétricos das cenas futuristas de Hollywood

Se antes o sonho era ter um carro que voasse baixo nas estradas, agora Elon Musk quer levar a expressão ao pé da letra, e, quem sabe, tirar as quatro rodas do chão. O bilionário promete transformar o novo Tesla Roadster em um superesportivo elétrico capaz de desafiar os limites convencionais dos automóveis e aproximar a ficção científica da realidade. A proposta lembra as cenas do clássico De Volta para o Futuro 2, lançado em 1989, quando Marty McFly e o cientista Doc Brown viajam para o ano de 2015 e encontram um mundo repleto de carros voadores, cruzando os céus em verdadeiras avenidas aéreas. Quase quatro décadas depois da estreia do filme, Musk pretende aproximar parte daquela fantasia da realidade, utilizando tecnologias inspiradas nos foguetes da SpaceX. Entre as promessas mais impressionantes está a aceleração de 0 a 100 km/h em menos de um segundo, desempenho que, caso seja comprovado, colocaria o Roadster em uma categoria praticamente exclusiva na indústria automobilística.

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O projeto prevê a utilização de propulsores de ar comprimido, desenvolvidos com inspiração em tecnologias aeroespaciais, para proporcionar impulsos adicionais ao veículo. Musk já sugeriu que esses recursos poderiam permitir movimentos incomuns e até uma breve elevação do automóvel em relação ao solo, embora a fabricante ainda não tenha demonstrado publicamente uma versão de produção capaz de realizar essas manobras. Diferentemente dos carros voadores de De Volta para o Futuro 2, que circulavam livremente pelo céu, o Roadster continua sendo concebido como um superesportivo para as estradas. Seu visual futurista, as linhas aerodinâmicas e a promessa de desempenho extremo reforçam a intenção da Tesla de transformar o modelo em uma verdadeira vitrine tecnológica. Entretanto, detalhes sobre o funcionamento dos propulsores, a autonomia e as características definitivas do veículo ainda dependem de confirmação. Por enquanto, a ideia de um automóvel capaz de desafiar a gravidade permanece mais próxima das ambições de Musk do que de uma realidade comprovada nas pistas.

O futuro chegou, mas com atraso

A comparação com o cinema também combina com a longa espera pelo lançamento. Apresentada originalmente em 2017, a segunda geração do Tesla Roadster tinha previsão inicial de chegar ao mercado em 2020, mas enfrentou sucessivos adiamentos. O cronograma acabou se transformando em uma espécie de viagem no tempo, só que sempre em direção a um futuro mais distante. A proposta inicial incluía autonomia de aproximadamente 1.000 quilômetros, velocidade máxima superior a 400 km/h e aceleração capaz de superar a maioria dos superesportivos tradicionais. O preço anunciado na época partia de US$ 200 mil, mas os valores e as especificações finais ainda poderão sofrer alterações. A Tesla pretende utilizar o modelo para demonstrar sua capacidade de inovação em um mercado cada vez mais competitivo, no qual fabricantes tradicionais e novas empresas disputam o protagonismo dos veículos elétricos de alto desempenho. A combinação de velocidade extrema, design futurista e soluções inspiradas na exploração espacial coloca o Roadster entre os projetos mais ousados anunciados pela montadora, mas também aumenta a expectativa por uma demonstração definitiva de suas capacidades.

Apesar do entusiasmo provocado pelas declarações de Musk, o novo Roadster ainda precisa transformar suas promessas em resultados concretos. A utilização de propulsores e a possibilidade de realizar movimentos fora do comum representam desafios técnicos, comerciais e regulatórios, especialmente em relação à segurança dos ocupantes e de outros motoristas. Além disso, uma eventual capacidade de sair brevemente do chão não transformaria o automóvel em uma aeronave convencional, muito menos permitiria que circulasse livremente pelos céus como os veículos imaginados por Hollywood. Enquanto a Tesla trabalha para viabilizar o projeto, os fãs de tecnologia e automobilismo aguardam para descobrir até onde a imaginação do empresário poderá chegar. Afinal, em De Volta para o Futuro 2, bastava acelerar o DeLorean para alcançar um mundo de carros voadores. Na vida real, o desafio de Elon Musk é provar que seu Roadster consegue sair das telas da ficção científica e finalmente chegar às ruas. E, depois de tantos adiamentos, talvez o maior feito tecnológico não seja fazer o carro voar, mas conseguir entregá-lo sem precisar de uma máquina do tempo.