Notícia Todo Dia NTD
MT

Crime não tem idade: Vovó do tráfico de 65 anos é presa e terá de cumprir 10 anos de cadeia em MT

15/10/2026 • 08:35 • Por Redação NTD

A Polícia encontrou em posse da idosa e da filha drogas, dinheiro, uma arma de fogo e munições

Foto: Divulgação/Polícia Civil-MT

Condenada por envolvimento com o tráfico de drogas em Mato Grosso, mulher foi investigada em operação contra facção criminosa; filha também está presa e acumula penas superiores a 33 anos

A idade avançada não impediu que uma condenação por tráfico de drogas terminasse atrás das grades. Uma idosa de 65 anos foi presa nesta quarta-feira,14, em Nova Lacerda, a aproximadamente 546 quilômetros de Cuiabá, em Mato Grosso, para cumprir uma pena de 10 anos de prisão por tráfico de entorpecentes. A mulher, cuja identidade não foi divulgada, havia sido investigada por envolvimento com uma facção criminosa desarticulada durante a Operação Ruptura, realizada pela Polícia Civil em 2021. Depois de cinco anos, a condenação tornou-se definitiva, permitindo que a Justiça expedisse o mandado de prisão. A detenção foi realizada por policiais civis da Delegacia de Comodoro, que localizaram a condenada e cumpriram a determinação judicial. O caso chama a atenção não apenas pela idade da mulher, mas também pelo envolvimento de sua própria filha nas investigações relacionadas à organização criminosa.

 

A investigação teve início após denúncias sobre a comercialização de drogas em diferentes pontos de Nova Lacerda. Em 2021, a Polícia Civil deflagrou a Operação Ruptura para combater a atuação de integrantes de uma facção criminosa suspeitos de controlar parte do comércio ilegal de entorpecentes na região. Durante a ofensiva, seis pessoas, sendo três homens e três mulheres, foram presas em flagrante por suspeita de tráfico de drogas e associação para o tráfico. Os agentes realizaram buscas em imóveis investigados e encontraram porções de maconha e crack, um revólver calibre 38, munições, mais de R$ 1,1 mil em dinheiro e materiais utilizados para preparar e embalar os entorpecentes. Também foi apreendido um caderno com anotações relacionadas à atividade criminosa, elemento que passou a integrar o conjunto de provas analisado pelos investigadores. As prisões e apreensões deram origem a procedimentos judiciais que resultaram, posteriormente, na condenação de diferentes envolvidos.

 

Mãe e filha condenadas

Um dos aspectos mais marcantes do caso é que a filha da idosa também foi presa em flagrante durante a Operação Ruptura e permanece no sistema penitenciário, cumprindo condenações que, somadas, ultrapassam 33 anos de prisão. Segundo a Polícia Civil de Mato Grosso, a jovem estava entre os investigados por envolvimento nas atividades criminosas combatidas pela operação. Enquanto a filha permaneceu detida após os desdobramentos judiciais, a mãe passou a responder ao processo que culminou em sua condenação definitiva a uma década de reclusão. A diferença entre as penas evidencia que as responsabilidades foram analisadas individualmente pela Justiça, conforme os crimes atribuídos a cada uma. As autoridades não divulgaram detalhes sobre a função específica exercida pela idosa dentro do esquema investigado, nem informaram se mãe e filha atuavam diretamente juntas na comercialização das drogas.

 

Com o cumprimento do mandado judicial, a mulher foi encaminhada à Delegacia de Polícia Civil para a realização dos procedimentos legais e, posteriormente, colocada à disposição da Justiça para o cumprimento da pena. A prisão encerra uma etapa do processo iniciado com a Operação Ruptura, que resultou na identificação, detenção e condenação de integrantes de uma organização criminosa investigada por tráfico de drogas em Nova Lacerda. A ação também demonstra como investigações policiais podem produzir consequências judiciais anos depois da realização das operações, especialmente quando os processos passam por diferentes etapas até o encerramento das possibilidades de recurso. No caso da idosa, a condenação definitiva estabelece o cumprimento de 10 anos de prisão, enquanto sua filha continua detida por penas superiores a três décadas. Cinco anos depois da operação que atingiu o grupo criminoso, a Polícia Civil voltou a atuar no município para executar mais uma decisão judicial relacionada à investigação.