Verdão aproveita contra-ataques, vence por 2 a 1 diante de mais de 69 mil torcedores e leva vantagem para o jogo decisivo da semifinal da Libertadores
O Fluminense teve a bola, criou oportunidades e contou com o apoio de um Maracanã lotado, mas foi o Palmeiras quem encontrou o caminho das redes e saiu na frente na disputa por uma vaga na final da Copa Libertadores da América. Com uma atuação marcada pela eficiência nos contra-ataques, o time comandado por Abel Ferreira venceu o Tricolor por 2 a 1, na noite desta quarta-feira, 14, no Rio de Janeiro, pelo jogo de ida das semifinais. Flaco López e Marlon Freitas marcaram os gols da equipe paulista, enquanto Wesley Natã descontou nos acréscimos. Diante de mais de 65 mil torcedores, o Fluminense pressionou durante boa parte do confronto, mas pagou caro pelas oportunidades desperdiçadas e pelos espaços deixados na defesa. O resultado colocou o Palmeiras em situação favorável para o duelo de volta, enquanto os cariocas precisarão buscar a recuperação fora de casa.
Desde os primeiros minutos, o Fluminense assumiu o controle da partida e procurou transformar a posse de bola em oportunidades de gol. Canobbio, Ganso e Nonato participaram das principais investidas tricolores, enquanto Hulk levou perigo à defesa adversária, especialmente em uma finalização aos 40 minutos, defendida pelo goleiro Carlos Miguel. Apesar da superioridade dos donos da casa, o Palmeiras mostrou eficiência e abriu o placar aos 44 minutos do primeiro tempo, quando Flaco López aproveitou cruzamento de Piquerez após um contra-ataque e superou o goleiro Fábio. O gol surpreendeu a torcida e mudou o cenário de uma partida que, até aquele momento, parecia favorável aos cariocas. Antes do intervalo, o atacante argentino ainda teve outra oportunidade de ampliar, demonstrando a capacidade palmeirense de transformar poucas chegadas ao ataque em situações perigosas.
Eficiência decide o confronto
Na segunda etapa, o Fluminense voltou disposto a buscar o empate, mas encontrou dificuldades para superar o sistema defensivo organizado por Abel Ferreira. Com três zagueiros e três volantes, o Palmeiras fechou os espaços, reduziu as possibilidades de finalização e passou a explorar os contra-ataques provocados pelo avanço dos jogadores tricolores. O técnico Marcão tentou modificar o panorama com substituições, mas sua equipe perdeu parte da organização ofensiva apresentada no primeiro tempo e passou a insistir em cruzamentos para a área. A estratégia paulista voltou a funcionar na reta final da partida, quando Felipe Anderson participou de uma jogada rápida e Marlon Freitas acertou um voleio para ampliar a vantagem. O segundo gol representou um duro golpe para os cariocas, que haviam passado grande parte do confronto no campo adversário, mas não conseguiram transformar o domínio territorial em resultado.
Quando a derrota por dois gols de diferença parecia definida, o Fluminense encontrou forças para diminuir o prejuízo. Nos acréscimos, Wesley Natã aproveitou uma saída equivocada do goleiro Carlos Miguel após cobrança de escanteio e marcou de cabeça, estabelecendo o placar de 2 a 1. O gol devolveu esperança aos torcedores tricolores e manteve a semifinal aberta para o segundo confronto, marcado para quarta-feira, 21, às 21h30, em São Paulo. Com a vitória no Maracanã, o Palmeiras precisa apenas de um empate para garantir a classificação à decisão continental. Já o Fluminense terá de vencer por dois ou mais gols de diferença para avançar diretamente, enquanto um triunfo por apenas um gol levará a disputa para os pênaltis. O classificado enfrentará o vencedor da outra semifinal, disputada entre Flamengo e Estudiantes de La Plata, da Argentina. Depois de uma noite em que o Fluminense criou mais e o Palmeiras aproveitou melhor suas oportunidades, a decisão da vaga promete novos momentos de tensão na corrida pelo título mais importante do futebol sul-americano.