Notícia Todo Dia NTD
SP

Polícia detém dois suspeitos de furto a joalheria de luxo em São Paulo

14/10/2026 • 05:20 • Por Redação NTD

A recuperação de parte das joias representa um avanço importante

Foto: Divulgação

Criminosos abriram buracos em paredes para levar cerca de R$ 5 milhões em joias na Oscar Freire; parte das peças foi recuperada e outros envolvidos são procurados

Um plano que atravessou paredes, driblou alarmes e terminou com um prejuízo milionário começou a ser desvendado pela Polícia Civil de São Paulo. Dois homens suspeitos de envolvimento no furto de aproximadamente R$ 5 milhões em joias de uma loja na Rua Oscar Freire, nos Jardins, foram detidos nesta terça-feira, 13, após investigações conduzidas pelo Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic). Um dos investigados é pedreiro e teria sido contratado para abrir os buracos utilizados pelos criminosos para chegar ao estabelecimento. O outro é suspeito de receber e esconder parte dos produtos furtados. Durante as diligências, os policiais recuperaram centenas de peças e localizaram uma ferramenta que teria sido utilizada na invasão. A dupla foi encontrada na região central da capital paulista, depois que os investigadores identificaram um veículo associado à ação criminosa. A operação representa um avanço na apuração de um furto que chamou atenção pelo planejamento e pela ousadia dos envolvidos.

O crime aconteceu entre domingo, 11, e a madrugada de segunda-feira, 12, feriado de Nossa Senhora Aparecida, e teve como alvo a joalheria Monica Pondé, localizada em uma das ruas comerciais mais valorizadas do país. Segundo a investigação, os criminosos entraram inicialmente em um imóvel em obras na Rua Doutor Melo Alves e, utilizando uma serra elétrica, abriram passagens nas paredes de duas lojas de roupas até alcançar a joalheria. A ação teria durado cerca de 18 horas, período em que os invasores circularam pelos estabelecimentos, cobriram câmeras de segurança com papel-alumínio e desativaram componentes do sistema de alarme. Além das joias, foram levadas mercadorias das lojas vizinhas. Um detalhe inusitado também chamou atenção dos investigadores: durante a invasão, os suspeitos teriam consumido uma garrafa de espumante encontrada em um dos estabelecimentos. O furto foi descoberto quando o gerente da joalheria chegou para trabalhar e encontrou o local revirado, com gavetas violadas e mercadorias desaparecidas.

Pistas levam aos suspeitos

A identificação de uma picape Fiat Strada utilizada na ação foi fundamental para o avanço das investigações. A partir do veículo, agentes do Deic chegaram aos suspeitos, localizados em uma tabacaria na Vila Buarque, região central de São Paulo. Segundo a Polícia Civil, o pedreiro admitiu ter participado da abertura das paredes que permitiram o acesso à joalheria. O segundo investigado também teria reconhecido que sabia da origem criminosa das peças e que as havia escondido em sua residência. Durante a operação, os policiais encontraram uma mochila com centenas de joias, que deverão passar por reconhecimento formal para determinar quais pertencem ao estabelecimento. Uma serra utilizada na invasão também foi localizada. Os investigadores apuram a participação dos dois homens e trabalham para identificar e localizar outros integrantes do grupo. O caso é investigado como furto qualificado e associação criminosa, e a situação processual dos detidos dependerá das medidas adotadas pelas autoridades competentes.

A recuperação de parte das joias representa um avanço importante, mas a investigação ainda busca esclarecer o destino de todas as peças e identificar os demais envolvidos no furto milionário. Imagens de câmeras de segurança registraram pelo menos três pessoas deixando os estabelecimentos com sacolas e outros volumes durante a madrugada. Os investigadores também analisam como o grupo conseguiu permanecer tantas horas nos imóveis sem ser interrompido, apesar dos danos provocados nas paredes e da movimentação necessária para transportar os produtos. A ação expôs vulnerabilidades de segurança em uma região conhecida pela concentração de lojas de alto padrão e movimentação comercial intensa. A Polícia Civil deverá aprofundar a análise dos equipamentos apreendidos, das imagens e dos depoimentos para reconstruir a participação de cada suspeito. Enquanto os comerciantes contabilizam os prejuízos, o desafio das autoridades é recuperar o restante das joias e localizar os demais integrantes do grupo, concluindo a investigação de um dos furtos mais expressivos registrados recentemente no comércio de luxo paulistano.