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Cirurgia do Papa Leão XIV termina com sucesso após descoberta de nódulo no pulmão

13/10/2026 • 16:59 • Por Leo Pinheiro

O pontífice, de 71 anos, passou pelo procedimento no Hospital Policlínico Agostino Gemelli, em Roma

Foto: Divulgação/Vaticano

Pontífice de 71 anos foi operado em Roma nesta terça-feira; Vaticano confirma sucesso do procedimento, mas resultado dos exames ainda determinará a natureza do nódulo

Depois de horas de expectativa, apreensão e orações, o Vaticano anunciou uma notícia que trouxe alívio aos milhões de católicos que acompanham a saúde do Papa Leão XIV: a cirurgia para retirada de um nódulo no pulmão foi concluída com sucesso nesta terça-feira, 13. O pontífice, de 71 anos, passou pelo procedimento no Hospital Policlínico Agostino Gemelli, em Roma, uma das instituições médicas mais conhecidas da Itália e tradicionalmente responsável pelo atendimento de Papas. Segundo comunicado divulgado pela Santa Sé, a intervenção ocorreu dentro do tempo previsto e conforme o planejamento da equipe médica, sem indicação de complicações durante a operação. Após a cirurgia, Leão XIV retornou ao quarto, onde iniciou o período de recuperação sob acompanhamento dos profissionais de saúde. A notícia encerrou uma jornada de preocupação iniciada no domingo, 11, quando o próprio líder da Igreja Católica surpreendeu os fiéis reunidos na Praça São Pedro ao revelar que exames de rotina haviam identificado uma alteração pulmonar. O nódulo foi descoberto em estágio muito inicial e estava bem localizado, circunstâncias que levaram os médicos a recomendar sua retirada preventiva. Embora a operação tenha transcorrido satisfatoriamente, o Vaticano ainda não divulgou o resultado da análise do tecido removido, etapa necessária para esclarecer se a alteração era benigna ou maligna. O anúncio do sucesso cirúrgico, portanto, representa uma evolução favorável, mas não encerra todas as questões médicas relacionadas ao caso. A expectativa é de que novas informações sejam divulgadas à medida que a recuperação avance e os exames sejam concluídos.

A operação foi realizada por uma equipe especializada em cirurgia torácica, coordenada pelo professor Stefano Margaritora, responsável pelo serviço de cirurgia torácica do Hospital Gemelli. O Papa deixou o Vaticano no início da tarde, pelo horário italiano, e percorreu aproximadamente nove quilômetros até a unidade hospitalar. Na chegada, foi recebido por profissionais da instituição e por pessoas que aguardavam sua passagem, algumas delas oferecendo mensagens de apoio e desejando uma rápida recuperação. Leão XIV acenou aos presentes antes de seguir para os procedimentos de internação. A decisão de realizar a cirurgia havia sido anunciada publicamente pelo próprio pontífice, durante a oração do Angelus, quando explicou que os médicos consideraram apropriada a retirada do nódulo. A descoberta precoce foi apontada como um aspecto favorável pelos especialistas, mas ainda não permite estabelecer um diagnóstico definitivo sobre a natureza da alteração pulmonar. Nódulos desse tipo podem apresentar diferentes características e causas, incluindo condições benignas, e lesões que exigem tratamento adicional. A avaliação do material retirado será fundamental para orientar o acompanhamento médico e definir se haverá necessidade de outras medidas. O procedimento representa o primeiro problema importante de saúde divulgado publicamente desde o início do pontificado de Leão XIV, eleito em maio de 2025. A transparência adotada pelo Papa chamou atenção porque ele próprio comunicou a descoberta, explicou a recomendação médica e pediu orações aos fiéis. O Vaticano, por sua vez, manteve a divulgação de boletins sobre a internação e confirmou que a cirurgia ocorreu como planejado. A conclusão bem-sucedida da intervenção é considerada uma etapa importante, mas os próximos dias serão decisivos para acompanhar a recuperação e conhecer os resultados dos exames.

Recuperação e expectativa

O Papa Leão XIV deverá permanecer internado por aproximadamente uma semana, período em que será acompanhado pela equipe médica responsável pela recuperação pós-operatória. O Vaticano cancelou os compromissos públicos e as audiências do pontífice até o dia 20 de outubro, permitindo que ele se concentre no repouso e nas avaliações necessárias após a cirurgia. Apesar da suspensão temporária das atividades presenciais, Leão XIV continua exercendo a autoridade de líder da Igreja Católica, sem que a internação represente qualquer alteração institucional na condução do Vaticano. A previsão inicial é de uma recuperação relativamente breve, embora a evolução clínica e os resultados dos exames possam influenciar o planejamento dos próximos compromissos. O pontífice ficará acomodado em um quarto do Hospital Gemelli, já que a suíte tradicionalmente destinada aos Papas está passando por reformas. A instituição possui uma longa relação com o Vaticano e recebeu pontífices anteriores, incluindo João Paulo II e Francisco, em diferentes períodos de tratamento. A internação também provocou manifestações de solidariedade de autoridades religiosas, profissionais de saúde e fiéis que acompanham a situação com expectativa. O secretário de Estado do Vaticano, cardeal Pietro Parolin, reconheceu ter sido surpreendido pela necessidade da cirurgia, mas destacou a serenidade demonstrada por Leão XIV diante da recomendação médica. A preocupação com o estado de saúde do pontífice ganhou repercussão internacional, especialmente porque a intervenção acontece em um momento de intensa atividade religiosa e diplomática. Médicos ouvidos pela imprensa internacional ressaltaram que a descoberta de uma alteração pulmonar em estágio inicial costuma oferecer condições mais favoráveis de tratamento, embora cada caso dependa de suas características específicas. O sucesso da cirurgia representa um resultado positivo, mas a definição sobre o diagnóstico e os cuidados posteriores dependerá das informações clínicas que ainda serão divulgadas.

A operação também levantou dúvidas sobre a continuidade da agenda internacional de Leão XIV, que tem uma viagem à América do Sul programada para novembro. Até o momento, o Vaticano mantém a previsão da visita ao Uruguai, à Argentina e ao Peru, entre os dias 6 e 17 de novembro, embora a confirmação definitiva da participação do pontífice dependa de sua recuperação e das orientações médicas. A viagem possui significado especial para o Papa, que desenvolveu parte importante de sua trajetória religiosa na América Latina, especialmente no Peru, onde atuou como missionário e bispo antes de assumir funções de maior destaque na Igreja. A possibilidade de realizar o deslocamento poucas semanas depois de uma cirurgia pulmonar dependerá de fatores como a cicatrização, a capacidade respiratória e a avaliação de eventuais riscos associados a viagens prolongadas. Especialistas observam que procedimentos realizados precocemente podem apresentar evolução favorável, mas ressaltam que o acompanhamento individual é indispensável. A Santa Sé ainda não informou se serão necessárias mudanças adicionais na agenda nem divulgou os resultados dos exames que poderão esclarecer a natureza do nódulo. Enquanto isso, a recuperação do Papa mobiliza manifestações de apoio e orações em diferentes países, em um momento que reúne preocupação com a saúde do líder católico e expectativa por seu retorno às atividades públicas. O anúncio de que a operação foi concluída com sucesso representa a principal notícia positiva desta terça-feira, mas o Vaticano deverá continuar acompanhando atentamente a evolução clínica do pontífice. Para os fiéis, a expectativa agora se concentra na recuperação completa e na possibilidade de vê-lo novamente na Praça São Pedro. Depois da apreensão provocada pela descoberta do nódulo, a cirurgia bem-sucedida traz alívio ao Vaticano, enquanto os próximos exames e o período de recuperação definirão os passos seguintes de Leão XIV.

Leo Pinheiro