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Taxímetro zerado, pancadaria ligada: Taxistas saem no braço no Galeão

01/10/2026 • 07:30 • Por João Vieira

O confronto aconteceu durante a retirada de um ponto do Táxi.Rio instalado na área de embarque, no segundo piso do terminal

Foto: Reprodução Instagram

Confusão envolvendo ao menos 20 motoristas transforma área do aeroporto em cenário de empurra-empurra, socos e chutes durante retirada de ponto do Táxi.Rio

A bandeirada virou pancadaria e, dessa vez, ninguém precisou chamar um táxi para chegar à confusão. Ao menos 20 taxistas se envolveram em uma briga generalizada em frente ao Aeroporto Internacional Tom Jobim (Galeão), na Ilha do Governador, Zona Norte do Rio, em um episódio que chamou a atenção de passageiros, funcionários e pessoas que circulavam pelo terminal. Vídeos feitos no local e compartilhados nas redes sociais registraram momentos de tensão, com motoristas trocando empurrões, socos e chutes em meio à movimentação na área externa do aeroporto. Em algumas cenas, grupos avançam uns contra os outros enquanto outras pessoas tentam acompanhar o que acontece ou se afastar da confusão. A situação ganha contornos ainda mais violentos quando alguns dos envolvidos caem no chão e as agressões continuam, transformando uma área destinada à chegada e saída de passageiros em cenário de uma batalha campal. 

O confronto aconteceu durante a retirada de um ponto do Táxi.Rio instalado na área de embarque, no segundo piso do terminal. Segundo o RIOgaleão, concessionária responsável pela administração do aeroporto, a alteração havia sido solicitada à Prefeitura do Rio com o objetivo de melhorar o fluxo de veículos no acesso ao embarque. A medida mexeu diretamente com a organização dos taxistas que trabalham no terminal e acabou coincidindo com o início da confusão envolvendo profissionais de cooperativas e do Táxi.Rio. O episódio expôs a tensão em torno da ocupação e da operação dos pontos em uma área estratégica, onde diferentes grupos de motoristas disputam diariamente passageiros que chegam ou deixam um dos principais aeroportos do país. Apesar das imagens impressionantes, os registros divulgados não esclarecem toda a sequência de acontecimentos que antecedeu o confronto nem permitem determinar, isoladamente, quem iniciou as agressões.

Do ponto ao nocaute

As gravações dão uma dimensão da violência alcançada pela discussão. Em um dos momentos registrados, um homem aparece cercado por vários taxistas e passa a ser agredido pelo grupo. Em outro trecho, dois envolvidos vão ao chão durante o tumulto e continuam recebendo chutes, enquanto outras pessoas se movimentam ao redor da briga. A quantidade de participantes e a rapidez com que o confronto se espalha dificultam até mesmo a identificação de quem estava efetivamente brigando e de quem tentava separar os envolvidos. As cenas também mostram como um desentendimento ocorrido em um espaço de grande circulação pode rapidamente provocar preocupação com a segurança de passageiros e trabalhadores. O tumulto aconteceu justamente em uma área na qual carros particulares, táxis e outros veículos circulam continuamente para deixar viajantes próximos ao terminal, aumentando o impacto da confusão sobre a rotina do aeroporto.

A equipe de segurança do Galeão precisou atuar para conter os ânimos e restabelecer a normalidade na região. A Polícia Militar informou que reforçou o policiamento no local para estabilizar a situação e afirmou que, até a divulgação das informações, não havia registro de ocorrência com essas características na delegacia responsável pela área. O Sindicato dos Taxistas Autônomos também foi procurado pelo jornal O Dia, mas não havia se manifestado até a publicação da reportagem original. Encerrada a confusão, ficaram as imagens de uma disputa que extrapolou qualquer discussão sobre organização de pontos ou circulação de veículos e terminou em violência diante de um dos principais cartões de entrada do Rio. No Galeão, onde milhares de passageiros chegam diariamente procurando o caminho para o próximo destino, desta vez a corrida que chamou atenção não teve taxímetro, passageiro ou endereço: foi para escapar da pancadaria.

João Vieira
Colunista Oficial João Vieira

Diretor de Redação da empresa NTDBR - Notícia Todo Dia