Espetáculo no Teatro Rival Petrobras reúne música, poesia e memória afetiva, com participações de Dhu Moraes e Altay Veloso
Há canções que sobrevivem ao tempo porque carregam versos capazes de acender lembranças logo nos primeiros acordes. É nesse território entre música, poesia e memória que Felipe Reis mergulha em “Alma em Canção”, espetáculo dedicado à obra do compositor, poeta e letrista Paulo César Feital. A apresentação será no dia 9 de outubro, sexta-feira, às 19h30, no Teatro Rival Petrobras, no Centro do Rio, e propõe uma viagem por diferentes momentos da produção de um nome que construiu sua trajetória em diálogo com importantes artistas da música popular brasileira.
Cantor e ator, Felipe Reis conduz a apresentação por um repertório marcado pela força poética e melódica das composições de Feital. Entre as músicas selecionadas estão “Farol das Estrelas”, parceria com Altay Veloso, e “Flamboyant”, composta com Jota Maranhão. Mas a homenagem não ficará restrita às canções: textos e poemas do compositor também serão apresentados ao longo da noite, costurando palavra e melodia e revelando outras dimensões de uma produção construída por meio de encontros, parcerias e diferentes caminhos da canção brasileira.
Versos que viram música
O palco também será espaço para reencontros. Dhu Moraes e Altay Veloso participam como convidados especiais, dividindo com Felipe Reis momentos preparados especialmente para o espetáculo e reforçando a ligação da apresentação com a trajetória artística de Feital. A banda reúne Nema Antunes, responsável pelos arranjos e pelo contrabaixo; Teo Lima, na bateria; Marco Britto, no piano; Fernando Monteiro, no violão e guitarra; e Filipe Moura, no saxofone e trompete. O grupo dará novos contornos às composições sem perder de vista a identidade das obras originais.
Mais do que revisitar um repertório, “Alma em Canção” pretende transformar o palco do Rival em ponto de encontro entre diferentes tempos da música popular brasileira. Felipe Reis aposta na combinação de interpretação, versos e memória afetiva para aproximar o público tanto das músicas quanto do poeta por trás delas. Com Feital como fio condutor, o espetáculo busca mostrar justamente uma das capacidades mais duradouras da canção brasileira: guardar histórias em melodias e fazer com que, quando um verso volta a ser cantado, a memória também encontre seu refrão.