Fluminense leva vantagem à Argentina, Vasco decide tudo em São Januário e São Paulo tenta virar o jogo contra o Boca Juniors
A noite desta terça-feira,15, promete ser daquelas em que a calculadora divide espaço com o coração do torcedor. Fluminense, Vasco e São Paulo entram em campo com um mesmo destino no horizonte: a semifinal continental, mas cada um carrega uma equação diferente para resolver. Entre vantagem construída, confronto completamente aberto e necessidade de virada, os três brasileiros disputam os jogos de volta das quartas de final da Libertadores e da Copa Sul-Americana.
Na Libertadores, o Fluminense visita o Platense, às 19h00, no Estádio Ciudad de Vicente López, em Buenos Aires, carregando na bagagem uma confortável vantagem. Depois da vitória por 2 a 0 no Maracanã, o Tricolor pode até perder por um gol de diferença e ainda assim garantir presença entre os quatro melhores da competição. No mesmo horário, mas em São Januário, o Vasco recebe o Independiente Santa Fe pela Sul-Americana. Como a partida de ida terminou empatada em 0 a 0, não há margem para contas complicadas: quem vencer avança, enquanto um novo empate leva a disputa para os pênaltis.
Tudo ou nada no MorumBIS
Mais tarde, às 21h30, o São Paulo recebe o Boca Juniors no MorumBIS precisando buscar uma virada para continuar vivo na Sul-Americana. O time argentino venceu o primeiro duelo por 1 a 0 na Bombonera e, por isso, joga pelo empate. Ao Tricolor resta vencer por dois ou mais gols de diferença para garantir a classificação no tempo normal. Uma vitória são-paulina por apenas um gol leva a definição para os pênaltis. O desafio ganha ainda mais peso porque o São Paulo não poderá contar com Calleri, suspenso, e aposta na força de sua torcida para pressionar o adversário desde o início.
Assim, Rio de Janeiro, São Paulo e Buenos Aires formam o triângulo da tensão brasileira nesta terça-feira. O Fluminense tenta administrar o patrimônio construído no Maracanã, o Vasco joga uma decisão praticamente do zero diante de sua torcida e o São Paulo precisa fazer aquilo que o mata-mata costuma transformar em combustível: buscar uma virada. Ao fim da noite, os três podem estar nas semifinais — ou descobrir, da maneira mais cruel, que em torneio continental vantagem, camisa e tradição só valem até a bola começar a rolar.