Primeiro dobrável da Apple chega ao Brasil com preço que pode consumir quase dois anos de salário mínimo na versão mais completa
O iPhone agora dobra, mas quem pode acabar dobrando mesmo é o consumidor diante da etiqueta de preço. O primeiro smartphone dobrável da Apple chega ao Brasil por R$ 21.999 na versão de entrada, com 256 GB, mas a brincadeira fica ainda mais salgada conforme aumenta a capacidade de armazenamento: o modelo mais completo chega a R$ 30.999.
Do bolso para o abismo
Para quem recebe o salário mínimo de R$ 1.621 em 2026, o valor da versão básica já representa uma verdadeira maratona financeira. Seriam necessárias cerca de 2.984 horas de trabalho para juntar os R$ 21.999 do aparelho, considerando uma jornada mensal de 220 horas e sem gastar um único centavo com aluguel, comida, transporte ou qualquer outra despesa.
Na configuração máxima, porém, a conta fica ainda mais impressionante. Os R$ 30.999 cobrados pelo iPhone dobrável mais completo equivalem a aproximadamente 19 salários mínimos, ou seja, cerca de um ano e sete meses de renda bruta de quem recebe o piso nacional; novamente, supondo que todo o salário fosse guardado exclusivamente para comprar o celular. O preço também varia de acordo com a capacidade de armazenamento escolhida pelo consumidor.
Nos Estados Unidos, o impacto é consideravelmente menor: o modelo parte de US$ 1.999, enquanto a realidade salarial é bem diferente da brasileira. Por aqui, além da tecnologia de ponta e do design dobrável, o aparelho chega acompanhado de uma característica pouco tecnológica: a capacidade de fazer o consumidor dobrar o orçamento, parcelar a compra e torcer para o salário não dobrar de preocupação.