28ª edição recebeu 760 mil visitantes e superou a marca de 722 mil pessoas registrada em 2024
São Paulo virou página de uma história que a organização certamente não vai querer esquecer: a 28ª Bienal do Livro terminou neste domingo, 13, com 760 mil visitantes, estabelecendo um novo recorde de público. O número supera em 38 mil pessoas a marca anterior, de 722 mil, registrada na edição de 2024.
Realizado no Distrito Anhembi, o evento reuniu leitores de diferentes idades, e movimentou editoras, autores e fãs durante dez dias. A programação teve forte presença de literatura juvenil, romances, fantasia, ficção científica, mangás e outros gêneros que vêm conquistando principalmente o público mais jovem. A edição também teve a Espanha como país homenageado.
Sucesso que virou muvuca
O recorde, porém, veio acompanhado de um velho problema de eventos que crescem mais rápido do que a estrutura: a superlotação. Filas extensas, corredores cheios e dificuldades para circular foram relatadas durante os dias de maior movimento. Ainda assim, o público lotou os estandes e impulsionou as vendas. Editoras como Companhia das Letras, Record, Sextante, Autêntica, Intrínseca, Globo e Rocco registraram fortes altas em relação à edição paulista de 2024.
Além dos números históricos, a Bienal também foi marcada por discussões e episódios que extrapolaram os livros, incluindo uma polêmica envolvendo um estande de literatura erótica e personagens fantasiados. Apesar das controvérsias e dos desafios de organização, a 28ª edição terminou com uma mensagem difícil de ignorar: 760 mil pessoas provaram que, em plena era das telas, ainda tem muita gente disposta a entrar em uma fila, desde que seja para sair de lá com um livro na mão.