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Adoção sem pedigree de segurança: Caso Letícia Sabatella acende alerta sobre guarda de animais

12/09/2026 18:31 Por Elaine Ribeiro

Letícia Sabatella e Bertoldo, que finalmente retornou à casa da atriz

Foto: Reprodução Instagram

Disputa envolvendo os cães da atriz chama atenção para a necessidade de documentação, transparência e verificação da procedência dos pets antes de qualquer adoção

Adotar é, quase sempre, uma história que começa com afeto. Mas, quando faltam informações, documentos e autorização de quem detém a guarda do animal, o que deveria representar o início de uma nova família pode acabar nos tribunais. O caso envolvendo a atriz Letícia Sabatella e os cães Bertoldo e Bebê expôs justamente esse outro lado da adoção e acendeu um alerta para quem pretende receber um pet: antes de abrir as portas de casa, é fundamental conhecer sua origem e ter certeza de que a transferência está sendo feita de maneira regular.

Segundo o relato de Sabatella e informações da decisão judicial posteriormente divulgada, os dois cães, resgatados em 2021 e considerados parte da família, estavam temporariamente sob os cuidados de uma clínica veterinária quando teriam sido encaminhados para adoção, em 2025, sem autorização dos tutores. O episódio deu origem a uma disputa judicial. A mulher que recebeu Bertoldo, por sua vez, afirmou ter adotado o cachorro de boa-fé, sustentando que desconhecia a existência de uma família que reivindicava sua guarda e alegando ainda que o animal apresentava condições ruins quando chegou até ela. As diferentes versões passaram a ser discutidas no processo, enquanto o vínculo criado entre o cão e a nova tutora acrescentou mais um componente delicado ao conflito.

Quando o afeto vai parar na Justiça

O episódio evidencia que os riscos de uma adoção sem informações claras podem atingir todos os envolvidos. Antes de receber um cão ou gato, o adotante deve buscar saber quem é o responsável legal pelo animal, qual é sua procedência, seu histórico de saúde e, principalmente, se existe autorização expressa para a transferência da guarda. A falta desses cuidados pode provocar sofrimento ao pet, que acaba submetido a mudanças sucessivas de ambiente, além de gerar prejuízos emocionais para quem o recebe acreditando estar realizando uma adoção legítima. No caso de Bertoldo, apesar do vínculo estabelecido com a nova tutora, a Justiça determinou que o cachorro fosse devolvido à família de Sabatella.

Em agosto de 2026, Bertoldo finalmente retornou à casa de Letícia Sabatella e Daniel Dantas, após a decisão judicial, e passou por avaliação veterinária e tratamento para dermatite e otite. Bebê, o outro cão envolvido no episódio, já havia retornado anteriormente por meio de um acordo. Mais do que o desfecho de uma disputa particular, o caso deixa uma lição para quem adota, para clínicas, protetores e instituições que intermedeiam esse tipo de processo: boa intenção não substitui documentação. Identificar corretamente os tutores, registrar a autorização para a adoção e fornecer informações transparentes sobre a história e a saúde do pet são medidas essenciais para que um gesto de amor não se transforme em uma longa batalha judicial — e para que o bem-estar do animal permaneça, de fato, em primeiro lugar.

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