Sem contrato com a fundação, festival encara mais três dias de tempo instável, frio e disputa por poucos espaços cobertos na Cidade do Rock
Quem achou que já tinha tomado chuva suficiente no Rock in Rio pode preparar a capa... E a paciência. Depois de um primeiro fim de semana marcado por água, frio e desconforto, o festival ainda terá mais três dias de programação pela frente sob ameaça de novas pancadas. E, sem a ajuda da Fundação Cacique Cobra Coral, quem quiser escapar do aguaceiro terá de disputar espaço nos poucos pontos cobertos da Cidade do Rock.
A situação pode transformar os espaços de proteção em verdadeiros pontos de concentração. Com milhares de pessoas tentando fugir da água ao mesmo tempo, a tendência é que o público tenha de se apertar, esperar ou simplesmente encarar a chuva para conseguir circular pelo festival. Nos primeiros dias, o mau tempo já interferiu na experiência dos fãs e chegou a afetar o funcionamento de atrações.
Sem acordo
E a ausência da Cobra Coral tem uma explicação bem menos sobrenatural do que a chuva: o Rock in Rio não contratou a fundação para esta edição. Segundo o porta-voz da entidade, Osmar Santos, a organização do festival não procurou a Fundação Cacique Cobra Coral para estabelecer uma parceria em 2026. Assim, não haverá atuação específica da instituição para tentar afastar as precipitações da Cidade do Rock.
O festival está programado para retornar nesta sexta, 11, e o público terá pela frente mais três dias de shows, e, ao que tudo indica, também de capa de chuva, piso molhado e corrida por abrigo. Para quem comprou ingresso esperando música, diversão e conforto, o desafio agora é descobrir se ainda existe espaço coberto suficiente para todo mundo ou se a chuva virou, oficialmente, mais uma atração do Rock in Rio.