Pesquisa mostra senador encostado no petista na primeira etapa e numericamente à frente na disputa direta pela Presidência
A eleição presidencial de 2026 ganhou uma nova fotografia. E ela não é nada confortável para Lula. Pesquisa AtlasIntel/Bloomberg divulgada nesta quinta-feira, 10, mostra Flávio Bolsonaro empatado com o petista no primeiro turno, enquanto, na simulação de segundo turno, o senador passa numericamente à frente. O levantamento aponta 43% para Lula e 37,4% para Flávio no cenário estimulado de primeiro turno, diferença que, embora ainda favoreça o Presidente, representa uma aproximação importante do candidato do PL em relação à rodada anterior.
No segundo turno, a virada aparece de forma mais explícita: Flávio registra 46,4%, contra 46,2% de Lula, uma vantagem de 0,2 ponto percentual para o senador. A diferença, porém, está dentro da margem de erro de um ponto percentual, o que configura empate técnico. Ainda assim, o movimento chama atenção porque, na pesquisa anterior, Lula tinha 47,1%, contra 42,6% de Flávio. O senador avançou 3,8 pontos, enquanto o Presidente oscilou negativamente 0,9 ponto.
Virada no segundo turno
O levantamento foi realizado entre 4 e 9 de setembro, com 5 mil entrevistados, margem de erro de um ponto percentual e nível de confiança de 95%. O período coincidiu com dias de forte temperatura política, incluindo o agravamento da crise envolvendo o Supremo Tribunal Federal e as manifestações de 7 de Setembro. A pesquisa, entretanto, não permite afirmar que esses acontecimentos tenham provocado diretamente a mudança no cenário eleitoral.
No primeiro turno, além de Lula e Flávio, Augusto Cury aparece com 6,6%, seguido por Renan Santos, com 6,5%. Romeu Zema soma 2,1%, enquanto Ronaldo Caiado, Samara e Pablo Marçal aparecem com 1% cada. O dado politicamente mais relevante, contudo, está na trajetória da disputa: Flávio reduziu a distância para Lula na primeira etapa e, na simulação de segundo turno, passou numericamente à frente. É um retrato do momento e não uma previsão do resultado das urnas, mas suficiente para transformar uma eleição que parecia mais confortável para o petista em uma disputa cada vez mais apertada.