Homem de 48 anos recebeu ordem de internação psiquiátrica após série de crimes que chocou comunidades religiosas no sul da Inglaterra
Uma sequência de cenas macabras dignas de um filme de terror acabou nos tribunais britânicos. Benjamin Lewis, de 48 anos, conhecido por se apresentar como “Conde Drácula”, foi condenado nesta segunda-feira, 3, por abandonar corpos e restos de animais em frente a igrejas no sul da Inglaterra. Os episódios, que provocaram medo e indignação entre moradores e líderes religiosos, ocorreram ao longo de vários meses e mobilizaram uma investigação policial que terminou com a identificação do autor por meio de exames de DNA.
Segundo a polícia de Hampshire e da Ilha de Wight, Lewis praticou pelo menos 13 atos criminosos entre fevereiro e julho do ano passado. As carcaças de animais, incluindo cordeiros, eram deixadas nas portas de igrejas e outros locais religiosos. Em um dos casos mais perturbadores, um cordeiro foi encontrado preso à cruz localizada no topo do telhado de uma igreja. Preso preventivamente desde 2025, o acusado confessou os crimes em dezembro do mesmo ano. Durante uma audiência, ele chegou a se identificar como “Conde Drácula”, comportamento que chamou a atenção das autoridades judiciais.
Investigação e sentença
As investigações revelaram que a polícia encontrou na residência de Lewis livros, fotografias, recortes de jornais e poemas relacionados a vampiros, sangue e mortes. Os investigadores também identificaram um padrão nas ações e reforçaram a vigilância em igrejas durante datas consideradas significativas no chamado calendário satânico. A apuração foi concluída após exames laboratoriais encontrarem o DNA do acusado nos restos mortais de um dos cordeiros abandonados nos locais dos crimes.
Em vez de receber uma pena de prisão convencional, Benjamin Lewis foi condenado a cumprir uma ordem de internação em um hospital psiquiátrico com restrições, após avaliações médicas apontarem que ele apresenta problemas complexos de saúde mental. No tribunal, a defesa afirmou que o réu demonstrou arrependimento, enquanto o próprio Lewis pediu desculpas às vítimas e declarou não guardar ressentimento dos policiais responsáveis pela investigação. De acordo com a imprensa britânica, esta não foi a primeira passagem dele pela polícia: em 2003, ele já havia sido preso após aterrorizar um religioso alegando ser um vampiro.