Curta de Ed Lopes, vencedor em Toronto e Los Angeles, será exibido no KINOX Festival Internacional de Cinema
Depois de emocionar plateias e conquistar reconhecimento em festivais internacionais, o curta-metragem “Bênção, Pai!” segue ampliando sua trajetória de sucesso. Produzido, dirigido, roteirizado e protagonizado pelo ator e cineasta Ed Lopes, o filme foi selecionado para o KINOX Festival Internacional de Cinema, que acontece entre os dias 5 e 8 de agosto, em Timóteo (MG), após vencer o prêmio de Melhor Curta-Metragem nos festivais de Cinema LGBTQ+ de Toronto e Los Angeles. A nova seleção consolida a produção entre os destaques do circuito internacional dedicado ao cinema independente.
A obra mergulha em temas de grande impacto social, como transfobia, abuso sexual, assédio moral, violência psicológica contra a mulher, religião, incoerência moral e hipocrisia. No elenco, Ed Lopes interpreta Antônio, enquanto a atriz trans Mar Moraes dá vida à personagem Tássia. Ayala Rossana completa o trio principal como Sandra, esposa de Antônio, uma mulher evangélica que enfrenta conflitos familiares e emocionais. Para Ed Lopes, o reconhecimento no exterior comprova que histórias brasileiras contadas com autenticidade conseguem dialogar com públicos de diferentes culturas. “Receber os prêmios de Melhor Curta-Metragem em Toronto e Los Angeles foi uma enorme honra e uma confirmação de que histórias brasileiras, quando contadas com verdade e sensibilidade, conseguem ultrapassar fronteiras. Agora, com a seleção para o KINOX Festival Internacional de Cinema, nossa responsabilidade aumenta ainda mais”, afirma.
Reconhecimento sem fronteiras
Mar Moraes também destaca a importância da nova participação do filme em festivais. “Minha expectativa para esse festival é muito especial, porque ele carrega um pedaço de mim. ‘Bênção, Pai!’ não é apenas um filme que eu gravei — é uma história que atravessa sentimentos, memórias e vivências profundas. Espero que o público se conecte, se reconheça em alguma cena, em algum silêncio ou em alguma fala. Que o filme desperte reflexões sobre afeto, ausência, presença, família, fé e tudo aquilo que a palavra ‘pai’ pode significar — ou até mesmo representar como falta. Acima de tudo, espero que o filme continue cumprindo seu propósito: emocionar com verdade e tocar o coração das pessoas”, declara a atriz.
Ed Lopes também construiu uma trajetória sólida no teatro, na televisão e no cinema. O artista participou de produções como “Velho Chico”, “Malhação – Viva a Diferença”, “Renascer”, “Pablo e Luisão” e “Auto da Compadecida 2”, além de assinar obras premiadas como o musical “Mirona – A Princesa Chorona”, o curta “A Goiabeira” e a websérie “Homofóbico”. Com a seleção para o KINOX Festival Internacional de Cinema, “Bênção, Pai!” reafirma a capacidade do cinema brasileiro independente de provocar debates sobre direitos humanos, diversidade e inclusão, levando histórias universais a públicos de diferentes países e fortalecendo a presença da produção nacional no cenário internacional.