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Empresário aciona a Justiça após comprar relógio de R$ 1,1 milhão e apontar defeitos

27/07/2026 11:39 Por Redação NTD

Colecionador afirma que peça de luxo apresentou problemas de funcionamento e cobra reparação após tentativa frustrada de solução com a fabricante

Um relógio avaliado em R$ 1,1 milhão, símbolo máximo de exclusividade e precisão, acabou se transformando no centro de uma disputa judicial. Um empresário brasileiro decidiu processar a fabricante de luxo após alegar que o acessório apresentou falhas de funcionamento pouco tempo depois da compra. Segundo a ação, a expectativa de adquirir uma peça rara e impecável deu lugar à frustração diante de sucessivos defeitos e da falta de uma solução definitiva para o problema.

De acordo com o processo, o relógio precisou passar por assistência técnica, mas os reparos realizados não teriam eliminado as falhas apontadas pelo comprador. O empresário sustenta que um produto dessa categoria deveria oferecer desempenho compatível com seu elevado valor de mercado e afirma que os defeitos comprometeram não apenas a utilização da peça, mas também sua confiabilidade e exclusividade. Diante do impasse, ele recorreu ao Judiciário para pedir o ressarcimento do valor pago e indenização pelos prejuízos sofridos.

Disputa milionária

Na ação, a defesa do empresário argumenta que o Código de Defesa do Consumidor assegura ao comprador o direito de exigir a substituição do produto, a devolução do dinheiro ou o abatimento proporcional do preço quando o defeito não é solucionado dentro do prazo legal. O caso ganhou repercussão justamente pelo alto valor envolvido e por atingir um segmento conhecido por vender relógios como objetos de investimento, tradição e alta engenharia, nos quais confiabilidade e acabamento são diferenciais essenciais.

A fabricante, por sua vez, contestou as alegações apresentadas no processo e defende que adotou as providências cabíveis em relação ao equipamento. Agora, caberá à Justiça analisar as provas produzidas pelas partes, incluindo laudos técnicos e registros das intervenções realizadas no relógio, para decidir se houve falha na prestação do serviço ou vício no produto. O desfecho poderá estabelecer um importante precedente para disputas envolvendo bens de luxo de alto valor comercial.