Pesquisa mostra Presidente com 49% de aprovação e 48% de desaprovação, retratando um eleitorado dividido
A poucos meses da intensificação da campanha presidencial, o Presidente Luiz Inácio Lula da Silva chega ao segundo semestre de 2026 com um retrato fiel da polarização política no país. Pesquisa Datafolha divulgada nesta sexta-feira, 24, mostra que 49% dos brasileiros aprovam a maneira como o petista administra o país, enquanto 48% desaprovam sua atuação. Outros 3% não souberam responder. O resultado configura um empate técnico dentro da margem de erro e evidencia um cenário em que governo e oposição disputam praticamente voto a voto a preferência do eleitorado, sem que nenhum dos lados consiga abrir vantagem significativa. O levantamento ouviu eleitores em diferentes regiões do país e reforça que a corrida eleitoral segue altamente competitiva.
Os dados também revelam que a percepção sobre a administração federal permanece dividida. Para 32% dos entrevistados, o governo Lula é classificado como “ótimo” ou “bom”; 28% consideram a gestão “regular”; e 38% a avaliam como “ruim” ou “péssima”, enquanto uma pequena parcela não opinou. A estabilidade desses indicadores em relação às pesquisas anteriores demonstra que tanto a base de apoio quanto o grupo de críticos permanecem consolidados, tornando mais difícil qualquer mudança brusca no cenário eleitoral. Questões como inflação, geração de empregos, segurança pública, poder de compra, e programas sociais continuam entre os fatores que mais influenciam a percepção da população sobre o governo.
País dividido
O levantamento foi divulgado no mesmo momento em que o Datafolha apresentou simulações de segundo turno para a eleição presidencial. Em um dos principais cenários, Lula aparece com 48% das intenções de voto contra 43% do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), indicando uma disputa apertada entre governo e oposição. Os números reforçam que a eleição deverá ser decidida por uma parcela reduzida de eleitores indecisos ou que hoje se declaram neutros. Ao mesmo tempo, o resultado mostra que a elevada aprovação pessoal do Presidente convive com uma rejeição igualmente alta, fenômeno característico de ambientes marcados por forte polarização política.
A pesquisa também sinaliza que os próximos meses serão decisivos para ambos os campos políticos. Enquanto o Palácio do Planalto aposta na melhora dos indicadores econômicos e na consolidação de programas sociais para ampliar sua vantagem, a oposição busca transformar a insatisfação de parte do eleitorado em apoio nas urnas. Com aprovação e desaprovação praticamente empatadas, o levantamento revela um Brasil dividido entre dois projetos políticos e indica que a campanha presidencial de 2026 tende a ser uma das mais disputadas das últimas décadas, com cada movimento dos candidatos podendo influenciar diretamente o humor do eleitor e o resultado final da eleição.