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Economia

Galípolo diz que Banco Central manterá juros altos enquanto inflação exigir

24/07/2026 21:15 Por Redação NTD

Presidente do BC afirma que não haverá mudanças na estratégia do Copom por oscilações da economia

O presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, afirmou nesta sexta-feira, 24, que a autoridade monetária continuará mantendo a taxa básica de juros em nível elevado enquanto considerar necessário para trazer a inflação de volta à meta estabelecida pelo Conselho Monetário Nacional. Durante participação na Expert XP 2026, em São Paulo, o economista destacou que o BC não pretende alterar sua estratégia por causa de indicadores isolados da economia, e que as decisões seguirão baseadas em uma análise ampla da atividade econômica, das expectativas do mercado e da evolução dos preços. 

Segundo Galípolo, o trabalho do Banco Central exige serenidade, consistência e previsibilidade, especialmente em um cenário de inflação ainda resistente. O presidente ressaltou que a política monetária atua com defasagem e, por isso, os efeitos das decisões sobre a taxa Selic levam tempo para aparecer na economia. Ele também reforçou que o Copom continuará avaliando cuidadosamente todos os dados disponíveis antes de decidir qualquer mudança na política de juros, sem reagir a movimentos temporários ou oscilações de curto prazo da atividade econômica. 

Combate à inflação continua

As declarações reforçam o discurso adotado pelo Banco Central nos últimos meses de que o principal objetivo da instituição permanece sendo o controle da inflação. Galípolo afirmou que a convergência dos índices para a meta é condição indispensável para que o país possa iniciar um ciclo sustentável de redução dos juros. Enquanto isso não ocorrer, a autoridade monetária manterá uma postura considerada restritiva, mesmo diante das pressões de setores da economia que defendem cortes mais rápidos na Selic para estimular o crescimento e o consumo. 

A fala do presidente do BC foi interpretada pelo mercado financeiro como um sinal de continuidade da atual política monetária e de compromisso com a credibilidade da instituição. Analistas avaliam que o discurso reduz as expectativas de cortes imediatos na Selic e reforça a estratégia de preservar juros elevados até que haja evidências consistentes de desaceleração da inflação. Dessa forma, o Banco Central busca equilibrar o combate à alta dos preços com a preservação da estabilidade econômica e das expectativas dos agentes financeiros para os próximos anos.