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Cachorro de 30 anos entra na disputa pelo Guinness enquanto caso de crueldade revolta o Brasil

23/07/2026 21:19 Por Elaine Ribeiro

Morte de Lazere, na França, reacende a busca pelo cão mais velho do mundo, enquanto maus-tratos na Paraíba reforçam a importância da proteção aos animais

Enquanto a ciência tenta entender os segredos da longevidade canina, um cachorro francês pode entrar para a história. Lazere, um spaniel continental (Papillon) nascido em 4 de dezembro de 1995, morreu aos 30 anos e cinco meses, na França, e teve sua documentação enviada ao Guinness World Records, que analisa as provas para decidir se ele será oficialmente reconhecido como o cachorro mais velho do mundo. A possível homologação ganha ainda mais relevância após a anulação do recorde anteriormente atribuído ao português Bobi. 

Até hoje, o recorde oficialmente reconhecido pertence a Bluey, um Australian Cattle Dog que viveu 29 anos e 5 meses, entre 1910 e 1939. Em 2023, Bobi chegou a ser declarado pelo Guinness como o cão mais velho de todos os tempos, com mais de 31 anos, mas o título foi retirado em 2024 por falta de evidências documentais suficientes. Por isso, o caso de Lazere está sendo analisado com extremo rigor. Especialistas lembram ainda que a velha regra de que um ano de cachorro equivale a sete anos humanos é apenas uma estimativa, já que fatores como porte, genética, alimentação, ambiente e cuidados veterinários influenciam diretamente na expectativa de vida dos animais. 

Crueldade sem limites

Em contraste com a história de longevidade de Lazere, um caso de extrema violência contra um animal chocou o país. A Justiça da Paraíba manteve a prisão preventiva de um homem de 53 anos suspeito de espancar o próprio cachorro e lançar o animal ainda vivo em uma fogueira, no município de Queimadas, no Agreste paraibano. De acordo com as investigações, o cão foi amarrado a uma árvore, agredido com um pedaço de madeira e, sem conseguir se locomover, foi arremessado às chamas, morrendo no local. O suspeito foi preso em flagrante e possui registros anteriores por ameaça, violência doméstica e lesão corporal.

Os dois episódios mostram extremos da relação entre humanos e cães. Enquanto a possível homologação do recorde de Lazere incentiva pesquisas sobre envelhecimento saudável e qualidade de vida dos animais, o crime ocorrido na Paraíba reforça a necessidade de combater os maus-tratos com rigor. Especialistas destacam que alimentação adequada, acompanhamento veterinário e um ambiente seguro são fundamentais para prolongar a vida dos cães, mas lembram que a proteção dos animais também depende da conscientização da sociedade e da denúncia de qualquer forma de violência.

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