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Política

PT aciona TSE contra Flávio Bolsonaro e cita condenações de Jair e Francischini

23/07/2026 14:04 Por Redação NTD

Partido acusa senador de divulgar informações falsas sobre urnas eletrônicas e pede inelegibilidade

A disputa política pela sucessão presidencial de 2026 ganhou mais um desdobramento nos tribunais. A Federação Brasil da Esperança, formada por PT, PV e PCdoB, protocolou uma representação no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) contra o senador e pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ), acusando-o de disseminar informações falsas sobre a segurança das urnas eletrônicas, e de tentar desacreditar o sistema eleitoral brasileiro. A ação também inclui o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP), Gustavo Gayer (PL-GO), e Júlia Zanatta (PL-SC), sob a alegação de que os parlamentares atuaram de forma coordenada para propagar conteúdos considerados enganosos às vésperas do início da corrida eleitoral.

Segundo a representação, os investigados compartilharam publicações e declarações que associavam supostas fragilidades apontadas em um relatório da CIA ao sistema de votação brasileiro. Para os autores da ação, a comparação é falsa e induz o eleitor ao erro, já que o documento mencionado trata exclusivamente do processo eleitoral da Venezuela e não faz qualquer referência às urnas eletrônicas utilizadas no Brasil. O PT sustenta que a divulgação desse tipo de conteúdo compromete a confiança pública nas instituições democráticas, incentiva a desinformação e reproduz uma estratégia já utilizada em eleições anteriores para colocar em dúvida a legitimidade do resultado das urnas.

Precedentes na Justiça

Como principal argumento jurídico, a federação cita decisões recentes do próprio TSE envolvendo ataques ao sistema eleitoral. Entre elas está a cassação do mandato e a declaração de inelegibilidade do ex-deputado estadual Fernando Francischini, punido por divulgar informações falsas sobre as urnas eletrônicas durante as eleições de 2018. A ação também lembra a condenação do ex-Presidente Jair Bolsonaro, declarado inelegível após reunião com embaixadores em 2022, quando questionou, sem apresentar provas, a confiabilidade do sistema eleitoral brasileiro. Na avaliação do PT, os precedentes demonstram que a Justiça Eleitoral já consolidou entendimento de que a propagação deliberada de notícias falsas sobre o processo de votação configura grave violação às regras democráticas e pode resultar em sanções severas.

Na representação, o partido pede que o Tribunal Superior Eleitoral reconheça a prática de divulgação de fatos sabidamente inverídicos, determine a retirada das publicações contestadas das redes sociais e aplique as penalidades previstas na legislação eleitoral aos envolvidos. O episódio amplia a judicialização da campanha de 2026 e sinaliza que o debate sobre a confiabilidade das urnas eletrônicas deve voltar ao centro da disputa política nos próximos meses. Enquanto aliados do governo defendem uma resposta firme da Justiça contra a desinformação, integrantes da oposição afirmam que a ação representa uma tentativa de limitar a liberdade de expressão, indicando que o tema continuará alimentando o embate entre os dois principais campos políticos do país durante o processo eleitoral.