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Bebê ficou preso por seis minutos antes de morrer em creche de São Paulo

23/07/2026 11:26 Por Redação NTD

Investigação aponta demora no socorro e leva Polícia Civil a apurar possível negligência de funcionários da unidade conveniada à Prefeitura

Seis minutos podem parecer pouco tempo, mas foram suficientes para transformar uma manhã comum em uma tragédia irreversível. A investigação sobre a morte de Abdoulaye Dieng, de 1 ano e 4 meses,  em uma creche conveniada à Prefeitura de São Paulo revelou que a criança permaneceu presa entre uma grade e uma estrutura de alvenaria por cerca de seis minutos antes de ser socorrida. O caso provocou forte comoção e intensificou os questionamentos sobre os protocolos de segurança e a supervisão de crianças na instituição. 

De acordo com a apuração da Polícia Civil, o menino ficou com a cabeça presa na estrutura da creche enquanto participava de uma atividade recreativa. Funcionários só perceberam o acidente minutos depois e iniciaram o resgate, acionando o socorro em seguida. A criança foi levada à Unidade de Pronto Atendimento (UPA) da Mooca, mas não resistiu. A investigação trata o caso, inicialmente, como homicídio culposo, quando não há intenção de matar, e busca esclarecer se houve falhas na vigilância e no atendimento prestado.

Apuração em andamento

Cinco funcionários da unidade, entre eles a diretora e a coordenadora, são investigados pela Polícia Civil. A Secretaria Municipal de Educação informou que acompanha as investigações, presta assistência à família e afirmou que adotará as medidas cabíveis após a conclusão da apuração. Exames do Instituto Médico Legal (IML) e da perícia técnica deverão ajudar a esclarecer as circunstâncias exatas da morte.

A tragédia reacendeu o debate sobre a segurança em creches e a responsabilidade das instituições na proteção de crianças pequenas. Enquanto familiares aguardam respostas, a investigação busca determinar se o acidente poderia ter sido evitado e se houve negligência por parte dos responsáveis pela unidade de ensino, que atendia crianças por meio de convênio com a Prefeitura de São Paulo.