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Exposição “O Tempo das Plantas” convida o público a redescobrir a história do chá e do café no Jardim Botânico do Rio

23/07/2026 12:12 Por Redação NTD

Mostra na Casa Pacheco Leão reúne arte, ciência e cultura para refletir sobre a relação entre plantas, territórios e tradições que moldaram civilizações

A Casa Pacheco Leão, localizada no Jardim Botânico do Rio de Janeiro, recebe a exposição “O Tempo das Plantas”, uma experiência imersiva que propõe um novo olhar sobre a relação entre seres humanos e o mundo vegetal. Tendo o chá e o café como protagonistas, a mostra reúne obras de arte, documentos históricos, objetos científicos, instalações e experiências sensoriais para revelar como essas plantas atravessaram continentes, influenciaram culturas e transformaram hábitos sociais ao longo dos séculos.

Integrando a programação do Ano Cultural Brasil–China, a exposição reúne mais de 200 peças e estabelece um diálogo entre ciência, patrimônio, agricultura, biodiversidade e memória. O percurso expositivo destaca o papel das plantas na formação de rotas comerciais, no intercâmbio de conhecimentos e na construção de identidades culturais, convidando o visitante a desacelerar e observar o tempo da natureza sob uma perspectiva contemporânea.

Contemplação e conhecimento

De acordo com Priscila Soares, especialista em bebidas e professora no SENAC Rio e no Le Cordon Bleu, visitar a exposição é um convite à reflexão sobre o terroir, o processamento, a cultura material e a ritualidade que envolvem o chá e o café, elementos que influenciam diretamente a percepção de aromas, sabores, textura e persistência das bebidas. Para a especialista, a experiência é especialmente enriquecedora para sommeliers, baristas, chefs, pesquisadores e todos aqueles que compreendem que cada xícara carrega uma história construída ao longo do tempo.

Mais do que apresentar espécies vegetais ou curiosidades botânicas, “O Tempo das Plantas” estimula o público a compreender as conexões entre natureza, conhecimento tradicional, sustentabilidade e produção agrícola. A mostra também reforça a importância da preservação da biodiversidade e do reconhecimento dos saberes que acompanham o cultivo e o consumo dessas bebidas em diferentes partes do mundo, tornando-se uma programação relevante tanto para apreciadores de café e chá quanto para profissionais das áreas de gastronomia, turismo, pesquisa e meio ambiente.