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Bem-estar & Saúde

Fiocruz conclui tecnologia para produzir principal remédio contra o HIV no Brasil

16/07/2026 11:43 Por Redação NTD

Produção nacional do dolutegravir abastecerá o SUS e beneficiará mais de 770 mil pacientes após aval da Anvisa

Um passo importante para a autonomia da saúde pública brasileira acaba de ser dado. A Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) concluiu o processo de transferência de tecnologia que permitirá a produção nacional do dolutegravir, principal medicamento utilizado no tratamento do HIV no país. Distribuído gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS), o antirretroviral é usado atualmente por mais de 770 mil brasileiros e passará a ser fabricado integralmente em território nacional. 

O acordo para nacionalização da produção foi firmado em 2020 entre o Instituto de Tecnologia em Fármacos (Farmanguinhos/Fiocruz) e a ViiV Healthcare, empresa especializada em tratamentos para HIV pertencente à biofarmacêutica GSK. Desde então, a Fiocruz investiu na modernização de sua fábrica, aquisição de equipamentos, capacitação de profissionais e adaptação de processos técnicos, regulatórios e operacionais. Atualmente, o início do fornecimento do medicamento produzido no Brasil depende apenas da autorização da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). 

Produção nacional

Mesmo antes da conclusão da transferência de tecnologia, Farmanguinhos já era responsável pela distribuição ao SUS de comprimidos fabricados pela GSK e, desde 2025, também realizava o controle de qualidade do medicamento. Nesse período, mais de 739 milhões de cápsulas foram entregues à rede pública. Agora, três lotes do dolutegravir já foram produzidos e validados no Brasil, aguardando apenas a liberação da Anvisa para chegar aos pacientes. 

A parceria prevê ainda uma nova etapa de nacionalização: a fabricação da combinação de dolutegravir com lamivudina, outro medicamento amplamente utilizado no tratamento do HIV e também oferecido gratuitamente pelo SUS. A expectativa da Fiocruz é iniciar essa produção no próximo ano, ampliando a capacidade nacional de abastecimento e reduzindo a dependência de importações para um dos medicamentos mais estratégicos no combate ao vírus.