Especialista destaca os riscos do cigarro eletrônico e a importância do diagnóstico precoce para salvar vidas
Uma simples rouquidão que insiste em permanecer, uma ferida na boca que não cicatriza ou um caroço no pescoço podem esconder uma doença grave, mas também representar uma oportunidade de cura. Neste Julho Verde, campanha nacional de conscientização sobre o câncer de cabeça e pescoço, especialistas reforçam que o diagnóstico precoce pode elevar para mais de 90% as chances de cura. Segundo estimativas do Instituto Nacional de Câncer (Inca), o Brasil deve registrar cerca de 39,5 mil novos casos da doença em 2026, reforçando a necessidade de ampliar a informação, e estimular a população a procurar atendimento diante dos primeiros sintomas.
Para o médico Fábio Bolognani, coordenador da Câmara Técnica de Homeopatia do Cremerj, chefe do Serviço de Homeopatia da Santa Casa de Misericórdia do Rio de Janeiro e integrante do Instituto do Câncer Dr. Arnaldo Vieira de Carvalho (SP), a falta de informação ainda faz com que muitos pacientes descubram a doença em estágios avançados. O especialista destaca que sinais como feridas na boca que não cicatrizam, rouquidão persistente, dificuldade para engolir, e nódulos no pescoço jamais devem ser ignorados. Segundo ele, quando o tumor é identificado logo no início, as possibilidades de sucesso do tratamento aumentam significativamente, reduzindo também o impacto da doença na qualidade de vida do paciente.
Cigarro eletrônico preocupa especialistas
Outro tema que acende o alerta é a crescente popularização dos cigarros eletrônicos, especialmente entre adolescentes e jovens. Para Bolognani, a falsa ideia de que esses dispositivos são menos prejudiciais representa um risco importante para a saúde pública. “O cigarro eletrônico ainda transmite uma falsa sensação de segurança. Embora seus efeitos em longo prazo continuem sendo estudados, já existem evidências preocupantes relacionando seu uso ao desenvolvimento de doenças graves. É fundamental discutir esse assunto com a população”, afirma o médico. Além do tabagismo, fatores como o consumo excessivo de bebidas alcoólicas, e a infecção pelo HPV também estão entre as principais causas do câncer de cabeça e pescoço.
Além da prevenção, o especialista destaca que a homeopatia pode atuar como tratamento complementar em pacientes oncológicos, auxiliando no controle de sintomas e contribuindo para uma melhor qualidade de vida durante o tratamento convencional. Bolognani também ressalta que, associada à acupuntura, a homeopatia pode ser uma aliada no abandono do cigarro, ajudando a reduzir os sintomas da abstinência e favorecendo a adesão ao tratamento. Para ele, conscientizar a população sobre os fatores de risco, reconhecer os sinais de alerta, e buscar atendimento médico rapidamente são medidas fundamentais para ampliar as chances de cura, e reduzir os impactos da doença.