Presidente ironiza postura da delegação, cobra jogadores e faz brincadeira durante evento sobre tecnologia em São Paulo
Nem a inteligência artificial escapou da frustração pela eliminação precoce do Brasil na Copa do Mundo de 2026. Em tom de ironia, o Presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou nesta segunda-feira, 14, que pretende indicar um robô para vestir a camisa da Seleção Brasileira, ao comentar o desempenho da equipe e a postura dos jogadores após a derrota para a Noruega nas oitavas de final do Mundial. A declaração foi feita durante uma visita a um instituto de tecnologia em São Caetano do Sul, na Grande São Paulo, onde o Chefe do Executivo participou de um evento voltado à inovação. Ao misturar futebol e tecnologia, Lula usou o sarcasmo para demonstrar insatisfação com a campanha da equipe, e reforçou que esperava uma atitude diferente por parte da delegação brasileira após a eliminação.
O Presidente também criticou a forma como ocorreu o retorno da delegação ao país. Segundo Lula, chamou atenção o fato de apenas o lateral Danilo, do Flamengo, ter embarcado no voo fretado pela Confederação Brasileira de Futebol (CBF), enquanto os demais jogadores retornaram separadamente. Para ele, a situação representa uma falta de compromisso com a imagem da Seleção e com os torcedores brasileiros. Lula afirmou ainda que enviou um recado ao técnico Carlo Ancelotti demonstrando descontentamento com o episódio e classificou o cenário como “uma vergonha”. O assunto ganhou repercussão nas redes sociais e também foi destacado por veículos da imprensa internacional.
Críticas e provocação
Durante o discurso, Lula aproveitou o ambiente voltado à inovação para ampliar a provocação e afirmou que, se depender dele, um robô poderá ser convocado para jogar pela Seleção Brasileira. A declaração arrancou risos constrangidos da plateia, mas teve como pano de fundo uma crítica ao rendimento apresentado pela equipe durante a competição. O Presidente sugeriu que faltaram organização, entrega e espírito coletivo ao grupo comandado por Carlo Ancelotti, cuja trajetória no torneio terminou com a derrota por 2 a 1 para a Noruega nas oitavas de final. A fala rapidamente repercutiu nas redes sociais, onde dividiu opiniões entre apoiadores e críticos do governo.
As declarações do Presidente ampliam a repercussão política da eliminação brasileira, e mantêm em evidência o debate sobre o futuro da Seleção. Além do desempenho abaixo das expectativas dentro de campo, o comportamento da delegação após a queda no Mundial passou a ser alvo de questionamentos, aumentando a pressão sobre a CBF e a comissão técnica. O episódio reacende discussões sobre planejamento, renovação do elenco, comprometimento dos atletas, e a necessidade de mudanças estruturais para que o Brasil volte a disputar o título mundial com protagonismo e recupere o prestígio que historicamente marcou a equipe pentacampeã do mundo.