Presidente dos EUA disse que aliado relatou cansaço após viagem à Ucrânia; morte repentina surpreendeu Washington
A política norte-americana foi surpreendida neste fim de semana pela morte do senador republicano Lindsey Graham, um dos principais aliados do Presidente Donald Trump no Congresso. Em entrevista, Trump revelou que conversou por telefone com o parlamentar poucas horas antes de ele ser encontrado morto em sua residência, em Washington. Segundo o Presidente, Graham parecia bem durante a ligação, e comentou, apenas, que estava “um pouco cansado” após retornar de uma viagem oficial à Ucrânia.
De acordo com Trump, a conversa ocorreu na noite de sábado, 11, e abordou temas socioeconômicos, e de política externa. O Presidente afirmou que nada indicava um problema grave de saúde e classificou a morte como um choque. Equipes de emergência foram acionadas para atender uma ocorrência de parada cardíaca na casa do senador, mas Graham não resistiu. Seu gabinete informou que ele morreu após uma doença breve e repentina, sem divulgar oficialmente a causa da morte.
Aliado histórico
Aos 71 anos, Lindsey Graham representava a Carolina do Sul no Senado desde 2003 e era uma das figuras mais influentes do Partido Republicano. Apesar de ter sido um crítico de Trump durante as prévias presidenciais de 2016, tornou-se um de seus mais fiéis aliados nos anos seguintes, desempenhando papel importante na aprovação de juízes conservadores, e na defesa das principais pautas do governo. Nas últimas semanas, também atuava intensamente em temas de política internacional, especialmente relacionados à Ucrânia e ao Oriente Médio.
A morte do senador provocou manifestações de pesar de autoridades norte-americanas e líderes estrangeiros. Trump prestou homenagens nas redes sociais e o descreveu como “um verdadeiro patriota americano” e “um dos maiores senadores” que conheceu. A vaga de Graham deverá ser preenchida temporariamente por indicação do governador da Carolina do Sul até a realização do processo eleitoral previsto pela legislação estadual, em um momento considerado delicado para a maioria republicana no Senado.