Amostras foram enviadas para análise na UFRJ; autoridades afirmam que não há restrição ao banho de mar até o momento
O Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) abriu uma investigação para identificar a origem de resíduos de óleo encontrados na Praia de Ipanema, entre os postos 8 e 9, na Zona Sul do Rio de Janeiro, e na Praia Grande, em Arraial do Cabo, na Região dos Lagos. Seis amostras do material foram recolhidas por equipes do Centro Nacional de Emergências Ambientais e Climáticas (Ceneac) e encaminhadas ao Laboratório de Apoio ao Desenvolvimento Tecnológico (Ladetec), da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), onde passarão por análises químicas para determinar sua procedência.
A ocorrência foi comunicada ao Ibama após relatos sobre a presença dos resíduos em Ipanema. Em seguida, o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) informou o aparecimento de material semelhante em Arraial do Cabo. Diante da situação, o caso foi levado ao Grupo de Acompanhamento e Avaliação (GAA), responsável pela execução do Plano Nacional de Contingência para incidentes de poluição por óleo, além de mobilizar o Instituto Estadual do Ambiente (Inea), que participa do monitoramento da faixa litorânea fluminense.
Monitoramento reforçado
Enquanto aguardam os resultados das análises, equipes do Ibama e do Inea seguem realizando vistorias em diferentes pontos do litoral para verificar se há novas ocorrências e reunir elementos que ajudem a identificar a fonte do poluente. A Marinha do Brasil também participou da operação por meio da Capitania dos Portos do Rio de Janeiro, mas informou que, durante a inspeção, não foram observadas manchas de óleo no mar nem sinais de poluição hídrica.
Segundo o Ibama, não há, até o momento, evidências de contaminação que justifiquem a interdição das praias ou restrições ao banho de mar. Ainda assim, a recomendação é que a população não toque em eventuais pelotas de petróleo encontradas na areia, já que o material pode provocar irritações na pele e aderir a roupas e calçados. O órgão orienta ainda que novas ocorrências sejam comunicadas imediatamente às autoridades ambientais para auxiliar nas investigações.