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Haddad usa machismo para criticar Tarcísio e defender Marina Silva e Simone Tebet

11/07/2026 11:35 Por Redação NTD

Pré-candidato ao governo de São Paulo classifica críticas do governador como ataque injustificado às ex-ministras

O debate eleitoral em São Paulo ganhou novos contornos nesta sexta-feira, 10, após o pré-candidato ao governo do estado Fernando Haddad (PT) sair em defesa das ex-ministras Marina Silva (Rede) e Simone Tebet (PSB). Em meio à crescente disputa política de olho nas eleições de 2026, Haddad classificou como uma “agressão gratuita a duas mulheres” as declarações feitas pelo governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) sobre as pré-candidaturas das duas ao Senado.

A polêmica teve início depois que Tarcísio afirmou que Marina e Tebet teriam recebido um “cartão vermelho” de seus estados de origem, Acre e Mato Grosso do Sul, e que não conseguiriam se eleger caso disputassem novamente por essas unidades da federação. O governador também questionou o vínculo político das duas com São Paulo, argumentando que elas não construíram suas trajetórias eleitorais no estado. As ex-ministras integram a chapa encabeçada por Haddad na disputa paulista.

Reação em cadeia

Durante entrevista antes de participar de um evento promovido pelo grupo Derrubando Muros, Haddad afirmou que as declarações causaram perplexidade e defendeu o legado político das duas ex-senadoras. Segundo ele, divergências sobre temas como meio ambiente e educação são legítimas, mas devem ser tratadas no campo das ideias e do debate democrático, sem ataques pessoais.

As críticas de Tarcísio também provocaram respostas das próprias candidatas. Marina Silva afirmou que o governador adota “dois pesos e duas medidas” ao questionar sua atuação política em São Paulo, enquanto ele próprio nasceu fora do estado. Já Simone Tebet destacou sua ligação com os paulistas, lembrando que vive, trabalha e paga impostos em São Paulo há anos. O episódio amplia a temperatura da corrida eleitoral e sinaliza que a disputa pelo Palácio dos Bandeirantes deve ser marcada por confrontos cada vez mais intensos entre governo e oposição.