Espetáculo “Não me entrego, não!” integra o projeto Giro Cultural da Funarj, com ingressos populares a R$ 20
Aos 93 anos, Othon Bastos segue provando que talento e paixão pelo palco não têm prazo de validade. Depois de emocionar mais de 100 mil espectadores em todo o país e ultrapassar a marca de 250 apresentações, o veterano ator leva o premiado monólogo “Não me entrego, não!” para uma temporada especial nos teatros do subúrbio carioca. As apresentações acontecem nos dias 11 e 13 de julho, no Teatro Armando Gonzaga, em Marechal Hermes, e nos dias 17 e 18 de julho, no Teatro Mário Lago, em Vila Kennedy, dentro do projeto Giro Cultural, da Funarj, com ingressos a preços populares de R$ 20.
Com texto e direção de Flávio Marinho e produção da Gávea Filmes, o espetáculo percorre momentos marcantes dos mais de 75 anos de carreira de Othon Bastos, considerado um dos maiores atores brasileiros. Em cena, o artista revisita histórias do teatro, do cinema, da política, do amor e da própria vida, lembrando trabalhos emblemáticos como Deus e o Diabo na Terra do Sol e Um Grito Parado no Ar. A montagem acumula uma trajetória de sucesso, passando por diversas cidades brasileiras e conquistando reconhecimento tanto do público quanto da crítica especializada.
Trajetória premiada
O sucesso da montagem também se reflete na extensa lista de premiações. Othon Bastos recebeu o Prêmio Shell de Melhor Ator de 2024 e venceu como Melhor Ator Protagonista no 19º Prêmio APTR de Teatro. O espetáculo ainda foi reconhecido pelo Prêmio Inspira Rio 2025, pelo Prêmio Arcanjo 2025, pelo FITA – Festa Internacional de Teatro de Angra, além de render homenagens no Prêmio Arte e Longevidade Rio e o título de Carioca do Ano 2024 na categoria Teatro. Flávio Marinho também foi premiado pelo texto, enquanto a produção da Gávea Filmes recebeu destaque entre as melhores montagens teatrais do período.
Em seu primeiro monólogo, Othon Bastos divide o palco com a atriz Marta Paret, que interpreta uma espécie de guardiã de sua memória, trazendo intervenções e observações ao longo da narrativa. Com humor, emoção e reflexões sobre a vida e a arte, o espetáculo reafirma a vitalidade do ator, que continua encarando cada apresentação como uma celebração da profissão e do encontro com o público. A circulação pelo Rio de Janeiro marca mais um capítulo da trajetória de uma montagem que segue conquistando plateias e reafirmando a força do teatro brasileiro.