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Cláudio Castro usou casa de empresário com contratos milionários no governo do RJ

10/07/2026 11:11 Por Redação NTD

Ex-governador afirma que imóvel era alugado e nega qualquer irregularidade na relação com o proprietário

Uma casa de luxo cercada por montanhas em Petrópolis, na Região Serrana do Rio, tornou-se o centro de uma nova controvérsia envolvendo o ex-governador Cláudio Castro. Reportagem revelou que o imóvel utilizado por ele durante parte do mandato pertence ao empresário Luiz Fernando Gomes, dono de empresas que firmaram R$ 355,2 milhões em contratos com o Governo do Estado. Segundo a defesa de Castro, a residência era alugada, com pagamentos feitos pelo próprio ex-governador, sem qualquer relação com os contratos públicos. 

De acordo com a apuração, o imóvel, avaliado em cerca de R$ 2,4 milhões, possui 270 metros quadrados, quatro quartos, cinco banheiros, piscina, churrasqueira e está localizado em um condomínio de alto padrão com heliponto. A assessoria de Cláudio Castro informou que a casa foi utilizada entre 2023 e 2026 e que o aluguel foi encerrado após sua renúncia ao governo, em março deste ano, quando ele decidiu reorganizar sua vida pessoal. 

Contratos sob análise

O proprietário da residência, Luiz Fernando Gomes, atua no setor da construção civil e controla mais de 20 empresas, entre elas a Enge Prat. Conforme a reportagem, a empresa ampliou significativamente sua atuação junto ao Executivo fluminense após a chegada de Cláudio Castro ao Palácio Guanabara. Desde 2022, foram firmados 11 contratos que somam R$ 355,2 milhões, dos quais R$ 141,6 milhões ocorreram por modalidades sem licitação, incluindo contratos com o Instituto de Terras e Cartografia do Estado do Rio de Janeiro (Iterj), o Departamento de Estradas de Rodagem (DER), a Secretaria de Infraestrutura e Obras Públicas, o Fundo Especial do Corpo de Bombeiros e a Empresa de Obras Públicas do Estado (Emop). 

Em nota, a defesa do ex-governador sustenta que o aluguel do imóvel foi uma relação estritamente privada, sem qualquer vínculo com os contratos celebrados pelo governo estadual. A reportagem também relata que funcionários do condomínio afirmaram que Castro frequentava a residência com familiares, amigos e equipe de segurança, mas que ele deixou de utilizar o imóvel após deixar o cargo. Até o momento, não há informação sobre abertura de investigação específica relacionada ao uso da propriedade.