Categoria afirma que universidade ainda não retomou a normalidade e condiciona fim da paralisação ao avanço das negociações sobre auxílios e plano de carreira
O impasse entre técnicos e administração da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj) ganhou um novo capítulo nesta semana. Em assembleia realizada na noite desta segunda-feira, 6,, os servidores técnico-administrativos decidiram manter a greve e criticaram declarações da Reitoria de que a instituição retomaria o funcionamento normal. Para a categoria, enquanto as principais reivindicações permanecerem sem solução, não há condições de considerar a universidade plenamente em atividade.
Durante a reunião, os trabalhadores reafirmaram que a retomada do pagamento dos auxílios Saúde e Educação, além da reformulação do plano de carreira, continuam sendo prioridades da mobilização. Representantes do movimento também classificaram os próximos dias como decisivos para o futuro da greve, diante da expectativa por uma nova rodada de negociações com o Governo do Estado. Ainda segundo os técnicos, encontros ampliados com outras categorias dificultaram o foco nas demandas específicas da Uerj, motivo pelo qual defendem reuniões exclusivas para tratar das reivindicações da universidade.
Cobranças à Reitoria
Após a assembleia, os servidores seguiram até a Reitoria, onde foram recebidos pela administração central da universidade. No encontro, cobraram uma atuação mais firme da gestão na defesa das reivindicações da categoria e afirmaram que declarações públicas indicando normalização das atividades prejudicam o processo de negociação com o governo estadual. Os técnicos sustentam que a ausência dos auxílios compromete a permanência dos trabalhadores e impede a normalização dos serviços prestados pela instituição.
Em resposta, representantes da Reitoria destacaram que a administração vem buscando suplementação orçamentária para garantir o funcionamento da universidade até o fim de 2026 e reiteraram que apoia as demandas de técnicos, docentes e estudantes. O vice-reitor também informou que a gestão manteve os atos administrativos que instituíram os auxílios, embora a universidade tenha deixado de efetuar os pagamentos por limitações orçamentárias. Ao final do encontro, os técnicos reforçaram o pedido para que seja agendada uma reunião exclusiva com o governador, na tentativa de avançar nas negociações e construir uma solução para encerrar a greve.