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Novas informações: ‘Tribunal do crime’ monitorava tatuador antes de execução brutal em Mato Grosso

02/07/2026 18:16 Por Redação NTD

Facção afirma que vítima era investigada por suspeita de “cabritagem”, mas diz não ter encontrado provas antes do assassinato

Novos detalhes revelam que o tatuador Leandro Perboni, de 44 anos, já estava na mira de uma facção criminosa muito antes de ser executado a tiros em Sorriso, no norte de Mato Grosso. Segundo mensagens atribuídas ao grupo criminoso e divulgadas após o crime, a vítima vinha sendo monitorada por um integrante responsável pela disciplina da organização, sob a suspeita de ter cometido “cabritagem” — expressão usada por facções para designar a venda de drogas sem autorização do grupo. 

De acordo com o conteúdo das mensagens, integrantes da facção chegaram a fazer uma averiguação contra Leandro, incluindo buscas em seu celular e em sua residência. No comunicado, o grupo afirma que não encontrou provas da suposta infração e que, por isso, o tatuador teria sido liberado naquele momento. Mesmo assim, dias depois, ele foi morto por criminosos que invadiram seu estúdio de tatuagem, realizaram uma chamada de vídeo antes do ataque e, em seguida, o arrastaram até o quintal da casa, onde efetuaram diversos disparos. Um homem que estava no local também foi baleado, mas sobreviveu. 

Execução sob investigação

A Polícia Civil investiga se a execução foi determinada pelo chamado “tribunal do crime” da facção, apesar de o próprio comunicado afirmar que não havia comprovação da prática atribuída à vítima. O caso chama atenção pela forma como organizações criminosas realizam investigações paralelas, monitoram pessoas e impõem julgamentos clandestinos, muitas vezes culminando em execuções sem qualquer possibilidade de defesa. Até o momento, nenhum suspeito foi preso, e as autoridades trabalham para identificar os autores do homicídio e esclarecer a motivação do crime. 

A morte de Leandro provocou forte comoção entre familiares e amigos. Em uma homenagem nas redes sociais, a irmã do tatuador afirmou que seu “coração sangra” com a perda e destacou o envolvimento dele com ações sociais, o carinho dedicado aos filhos e os cuidados com a mãe. Enquanto a investigação avança, o caso reforça o poder exercido por facções criminosas em algumas regiões do país, onde regras impostas por grupos ilegais acabam sendo usadas como justificativa para assassinatos brutais e julgamentos à margem da Justiça.