Capitão marca dois gols na reta final, evita um vexame histórico diante do Congo e mantém ingleses vivos na Copa
Quando a tempestade parecia prestes a atingir a Inglaterra, surgiu o “Hurricane” (furacão em inglês). Em uma atuação digna do apelido que há anos o acompanha, Harry Kane virou a tempestade que devastou o sonho da República Democrática do Congo, e impediu uma das maiores zebras da Copa do Mundo de 2026. Depois de passar grande parte da partida em desvantagem, a seleção inglesa reagiu nos minutos finais e venceu por 2 a 1, graças aos dois gols de seu capitão, garantindo a classificação às oitavas de final e escapando de uma eliminação que entraria para a história do futebol inglês.
A seleção do Congo surpreendeu o favorito logo aos sete minutos de jogo, quando Brian Cipenga aproveitou um vacilo da defesa inglesa para abrir o placar. A partir daí, a seleção africana montou uma forte barreira defensiva, e contou com uma atuação espetacular do goleiro Lionel Mpasi, que acumulou grandes defesas, e frustrou os ataques ingleses durante boa parte da partida. A pressão aumentava a cada minuto, até que, aos 30 do segundo tempo, Kane apareceu de cabeça para empatar. Já aos 41 minutos, o camisa 9 acertou um belo chute de fora da área, e decretou a virada, encerrando qualquer possibilidade de uma zebra histórica.
Virada no sufoco
Apesar da classificação, a Inglaterra voltou a deixar dúvidas sobre seu desempenho na competição. A equipe comandada por Thomas Tuchel teve dificuldades para criar jogadas, abusou dos cruzamentos e encontrou enorme resistência diante da organizada defesa congolesa. Mais uma vez, foi o talento individual de Harry Kane que fez a diferença. Com os dois gols marcados, o atacante chegou a cinco na Copa do Mundo, entrou de vez na disputa pela artilharia e reforçou sua condição de principal referência técnica da seleção inglesa em busca do bicampeonato.
Agora, a Inglaterra terá pela frente o México nas oitavas de final, em um confronto que promete ser muito mais equilibrado do que muitos imaginavam antes do início do torneio. Já o Congo deixa o Mundial de cabeça erguida, e cercado de elogios. Em seu retorno à Copa após mais de cinco décadas, a equipe africana mostrou personalidade, assustou uma das maiores potências do futebol mundial, e esteve a poucos minutos de protagonizar uma classificação histórica. No fim, porém, quando o jogo pedia calma, força e poder de decisão, o “Hurricane” Kane soprou mais forte e levou os ingleses adiante.