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Segundo dia de greve dos rodoviários mantém caos no transporte e lota pontos de ônibus no Rio

30/06/2026 10:12 Por Redação NTD

Segundo dia de paralisação é marcado por longas esperas, veículos superlotados e corrida por transportes alternativos

O relógio avançava, mas os ônibus pareciam não acompanhar o tempo. Na manhã desta terça-feira, 30, milhares de cariocas enfrentaram novamente pontos de ônibus lotados, longas filas e viagens marcadas pela incerteza no segundo dia da greve dos rodoviários. Com parte da frota reduzida, passageiros precisaram recorrer ao metrô, aos trens, às barcas, aos carros por aplicativo e às vans para conseguir chegar ao trabalho e aos compromissos diários. 

A paralisação foi mantida enquanto representantes dos trabalhadores e das empresas aguardavam uma audiência de conciliação na Justiça do Trabalho. Por decisão judicial, ao menos 50% da frota de ônibus e do sistema BRT deve permanecer em circulação durante a greve. A categoria reivindica reajuste salarial, piso de R$ 4 mil, melhores benefícios, contratação de funcionários pelo regime da CLT e o fim dos contratos temporários na operação da Mobi-Rio. Enquanto isso, a Prefeitura orientou a população a priorizar os deslocamentos por trilhos e pelas barcas, que tiveram reforço na operação para absorver o aumento da demanda. 

Cidade em alerta

Além da redução na oferta de ônibus, o setor de transporte ainda contabiliza os reflexos dos atos de vandalismo registrados no primeiro dia da paralisação. Segundo as empresas, dezenas de coletivos foram depredados, embora não tenham sido registrados novos ataques nesta terça-feira. As concessionárias afirmam que as garagens permanecem abertas para que os motoristas possam retirar os veículos e ampliar a circulação conforme determina a decisão judicial. 

Com reflexos em diversos setores da cidade, universidades e empresas precisaram adaptar suas atividades diante das dificuldades de deslocamento. A expectativa agora é que as negociações avancem para pôr fim à paralisação, enquanto a população segue enfrentando atrasos, superlotação e incerteza sobre a normalização do transporte coletivo na capital fluminense.