Seleção reage após sair atrás, supera a forte resistência japonesa e conquista classificação dramática em Houston
Quando o cronômetro já parecia sentenciar a disputa para a prorrogação, o Brasil transformou tensão em euforia e escreveu mais um capítulo inesquecível em sua história nas Copas do Mundo. Nesta segunda-feira, 29, diante de um NRG Stadium completamente tomado por brasileiros e japoneses, em Houston, nos Estados Unidos, a Seleção venceu o Japão por 2 a 1 de virada, em uma partida marcada por emoção do início ao fim. O Japão abriu o placar aos 29 minutos do primeiro tempo, com Kaishu Sano, aproveitando um contra-ataque veloz e finalizando de fora da área. O empate brasileiro veio aos 9 minutos da etapa final, quando Casemiro subiu mais alto após cruzamento de Gabriel Magalhães e cabeceou sem chances para o goleiro Zion Suzuki. Quando o empate parecia inevitável, Gabriel Martinelli apareceu já nos acréscimos para receber assistência de Bruno Guimarães, e marcar o gol da classificação, levando jogadores e torcedores à explosão de alegria.
O duelo foi muito mais complicado do que o esperado para a equipe comandada por Carlo Ancelotti. Bem organizado defensivamente, o Japão dificultou a criação brasileira durante todo o primeiro tempo, pressionando a saída de bola e explorando com velocidade os espaços deixados pela defesa verde e amarela. O gol japonês aumentou a ansiedade da Seleção, que passou a errar passes e demonstrava nervosismo diante da necessidade de buscar o resultado. No intervalo, Ancelotti fez a primeira alteração ao sacar Lucas Paquetá, que deixou o gramado sentindo dores e bastante abatido, para a entrada de Endrick. A mudança deu mais mobilidade ao ataque, mas também aumentou a pressão sobre os jovens jogadores brasileiros, que sabiam que qualquer erro poderia representar a eliminação da Copa. Mais tarde, aos 22 minutos, Matheus Cunha deixou o campo visivelmente frustrado após desperdiçar boas oportunidades, sendo substituído por Gabriel Martinelli, justamente o jogador que acabaria se tornando o herói do dia.
Mudanças decisivas e final inesquecível
As substituições deram novo fôlego ao Brasil, mas também revelaram o peso emocional de uma partida eliminatória de Copa do Mundo. Enquanto Paquetá saiu cabisbaixo por causa do problema físico, Matheus Cunha demonstrava decepção ao deixar o gramado sem conseguir balançar as redes. Já Casemiro, autor do gol de empate, foi substituído por Fabinho aos nos últimos minutos do segundo tempo, bastante desgastado fisicamente e ovacionado pela torcida. Nos instantes finais, Bruno Guimarães também deixou o campo para a entrada de Danilo Santos, já após o gol da virada, enquanto Ancelotti reforçava o meio-campo para administrar os segundos restantes. As alterações, inicialmente recebidas com apreensão por parte da torcida, acabaram sendo fundamentais para mudar o panorama da partida, principalmente com a entrada de Martinelli, que deu mais velocidade e profundidade ao setor ofensivo.
A reta final foi um verdadeiro teste para os nervos dos brasileiros. O Japão resistia com coragem, bloqueava cruzamentos, travava finalizações, e alimentava a esperança de levar a decisão para a prorrogação. O Brasil, no entanto, manteve a pressão até o último instante. Já nos acréscimos, Bruno Guimarães encontrou Gabriel Martinelli infiltrando pela esquerda. O atacante dominou com tranquilidade e finalizou com precisão para marcar o gol salvador, decretando a virada, e desencadeando uma comemoração emocionante dentro e fora de campo. O apito final confirmou a vitória por 2 a 1 e a classificação brasileira às oitavas de final da Copa do Mundo de 2026. Em uma noite de sofrimento, superação e mudanças decisivas, a Seleção mostrou poder de reação, e manteve vivo o sonho da conquista do hexacampeonato.