Longas esperas, pontos lotados e dificuldades para chegar ao trabalho marcaram o primeiro dia da paralisação dos rodoviários na capital fluminense
O relógio ainda marcava 3h50 quando muitos trabalhadores já ocupavam os pontos de ônibus na esperança de conseguir seguir para o trabalho. Horas depois, a cena se repetia em diferentes regiões do Rio de Janeiro: filas extensas, incerteza e um sistema de transporte praticamente paralisado devido ao primeiro dia da greve dos rodoviários. Sem ônibus suficientes circulando, milhares de passageiros enfrentaram atrasos, recorreram a aplicativos de transporte ou caminharam longas distâncias para cumprir seus compromissos.
A paralisação foi deflagrada após o impasse nas negociações salariais entre o Sindicato dos Rodoviários e o Rio Ônibus. A categoria reivindica reajustes salariais, aumento no auxílio-alimentação, melhores condições de trabalho, contratação pelo regime da CLT para profissionais do BRT, além da adoção da escala 5x2. Sem acordo entre as partes, a greve começou à meia-noite desta segunda-feira e provocou impactos imediatos na rotina da cidade.
Rotina comprometida
Nos pontos de ônibus, passageiros relataram horas de espera e a dificuldade de encontrar alternativas de deslocamento. Muitos afirmaram que chegaram atrasados ao trabalho ou sequer conseguiram embarcar, enquanto outros precisaram desembolsar valores elevados em corridas por aplicativo para evitar faltar ao expediente. A situação também aumentou a lotação em outros meios de transporte, como trens e metrô, intensificando os transtornos para quem depende diariamente do transporte público.
Enquanto as negociações seguem sem definição, a expectativa é de que a paralisação continue por tempo indeterminado caso não haja avanço nas conversas entre trabalhadores e empresas. A greve reforça o impacto que o sistema de ônibus exerce na mobilidade da capital fluminense, onde milhões de pessoas dependem diariamente do serviço para estudar, trabalhar e acessar serviços essenciais.