Técnico afirma que a Copa do Mundo tem sido marcada pelo equilíbrio e elogia a organização da seleção japonesa
Não há espaço para excesso de confiança quando a bola rola em uma Copa do Mundo. Às vésperas do confronto eliminatório entre Brasil e Japão, o técnico Carlo Ancelotti fez questão de frear qualquer clima de favoritismo em torno da Seleção Brasileira. Para o comandante italiano, o torneio tem mostrado um equilíbrio incomum entre as equipes, sem que nenhuma delas tenha se consolidado como principal candidata ao título. Ao mesmo tempo, ele classificou o Japão como um adversário “forte e bem organizado”, reforçando a necessidade de máxima concentração para buscar a vaga na próxima fase.
Ancelotti também indicou que deve manter a base da equipe que venceu a Escócia por 3 a 0 na rodada anterior, embora tenha evitado confirmar oficialmente a escalação. A tendência é que o treinador preserve a estrutura tática que deu mais consistência ao Brasil, apostando na continuidade como um dos fatores para enfrentar um rival disciplinado e competitivo. Segundo ele, a experiência dos jogadores brasileiros pode fazer diferença em partidas eliminatórias, mas apenas se vier acompanhada de intensidade, organização, e equilíbrio durante os 90 minutos — ou mais, caso a decisão siga para a prorrogação e, até, pênaltis.
Confiança sem acomodação
Durante a entrevista coletiva, o treinador destacou que o crescimento do futebol japonês exige respeito e preparação cuidadosa. Ancelotti lembrou que a equipe asiática reúne qualidades como disciplina tática, velocidade e capacidade de competir em alto nível, características que tornam o confronto ainda mais desafiador. O italiano ressaltou que o Brasil está mais preparado do que em encontros anteriores entre as duas seleções, mas deixou claro que isso não elimina os riscos de um duelo equilibrado no mata-mata.
Além de afastar o rótulo de favorito, Ancelotti revelou que a comissão técnica trabalhou diferentes cenários para o confronto, incluindo uma eventual disputa por pênaltis. O treinador afirmou que a equipe chega confiante, mas consciente de que detalhes podem definir a classificação. Em um Mundial que, segundo ele, tem surpreendido pelo nível de competitividade, o comandante acredita que apenas atuações consistentes permitirão ao Brasil seguir na luta pelo hexacampeonato.