Cinco estudantes precisaram de atendimento médico após fumaça atingir unidade de ensino na Zona Sul da capital
O que deveria ser apenas mais uma tarde de aula terminou em momentos de tensão e correria na Zona Sul de São Paulo. Uma bomba de gás lançada pela Polícia Militar durante um treinamento realizado ao lado da Escola Estadual Professor Luiz Gonzaga Pinto e Silva, no Jardim São Luís, espalhou fumaça pela unidade de ensino e fez várias crianças passarem mal. Cinco estudantes apresentaram falta de ar, receberam atendimento de emergência e foram encaminhados para avaliação médica.
Segundo relatos de pais de alunos, o incidente ocorreu por volta das 15h30, desta quinta-feira, 25, quando o gás utilizado no exercício policial alcançou as dependências da escola. A equipe gestora interrompeu imediatamente as atividades, acionou o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e adotou medidas para retirar os estudantes das áreas afetadas. O Corpo de Bombeiros informou que cinco crianças foram socorridas e levadas ao Hospital do Campo Limpo e à AMA Capão, todas em estado estável.
Treinamento sob apuração
Em nota, a Secretaria da Educação do Estado de São Paulo lamentou o ocorrido e informou que a direção da escola foi comunicada pela Polícia Militar de que o odor teria sido provocado por um treinamento realizado no batalhão localizado ao lado da unidade. A pasta afirmou que a Unidade Regional de Ensino Sul 2 acompanha o caso e destacou que os estudantes atendidos seguem estáveis, enquanto a ocorrência será investigada pelos órgãos competentes.
O episódio reacendeu o debate sobre os protocolos de segurança adotados em treinamentos policiais realizados nas proximidades de escolas e outros locais com grande circulação de pessoas. A expectativa é que a apuração esclareça as circunstâncias do lançamento da bomba de gás e indique se houve falhas no planejamento da atividade, além de apontar eventuais responsabilidades pelo incidente que interrompeu a rotina escolar e mobilizou equipes de emergência.