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Após três décadas em cativeiro, elefanta Baby inicia nova vida em santuário no Mato Grosso

25/06/2026 12:06 Por Redação NTD

Transferência para refúgio especializado encerra longa trajetória em circos e zoológicos e reforça debate sobre bem-estar animal no Brasil

Foram mais de 30 anos longe de um ambiente compatível com sua natureza. Entre apresentações, espaços limitados e a rotina do cativeiro, a elefanta asiática Baby passou grande parte da vida sob cuidados humanos. Agora, aos 32 anos, ela começa a escrever um novo capítulo de sua história. Nesta semana, o animal foi transferido para o Santuário de Elefantes Brasil, em Chapada dos Guimarães, no Mato Grosso, onde terá acesso a uma ampla área natural destinada à recuperação física e emocional de elefantes resgatados.

A mudança representa o desfecho de uma longa disputa envolvendo o destino da elefanta, que vivia no parque Beto Carrero World, em Santa Catarina. A transferência foi determinada pela Justiça após ação movida por entidades de proteção animal, que defenderam o envio de Baby para um santuário em vez de sua realocação para outro empreendimento com exposição ao público. A decisão levou em consideração o histórico do animal e a necessidade de garantir melhores condições de bem-estar para o restante de sua vida.

Nova jornada

A operação de transporte exigiu planejamento detalhado e acompanhamento de profissionais especializados ao longo de cerca de 1,9 mil quilômetros de viagem. Ao chegar ao santuário, Baby foi encaminhada para uma área de adaptação, onde permanecerá sob monitoramento veterinário e comportamental antes de ser integrada gradualmente às demais elefantas que vivem no local. O objetivo é permitir que ela se familiarize com o novo ambiente de forma segura e sem estresse excessivo.

Considerado o único espaço da América Latina dedicado exclusivamente ao acolhimento de elefantes resgatados, o Santuário de Elefantes Brasil oferece extensas áreas de vegetação nativa, lagos e zonas de exploração que permitem aos animais recuperar comportamentos naturais perdidos ao longo dos anos de confinamento. A chegada de Baby é vista por especialistas e defensores da causa animal como mais um passo na transformação da forma como grandes mamíferos são tratados no país, fortalecendo a discussão sobre a substituição do cativeiro por modelos focados em reabilitação e qualidade de vida.