Primeira etapa da nova pista de subida entra em operação nesta quinta-feira e promete melhorar a fluidez do tráfego em um dos pontos mais críticos das rodovias brasileiras
Durante décadas, a Serra das Araras simbolizou um dos maiores gargalos rodoviários do país. Com curvas sinuosas, tráfego intenso e frequentes retenções, o trecho da Via Dutra tornou-se um desafio diário para motoristas e transportadores. Nesta quinta-feira, 25, porém, a história começa a ganhar um novo contorno com a liberação ao tráfego de um novo segmento da pista de subida, considerado um marco nas obras de modernização da rodovia que liga os estados do Rio de Janeiro e São Paulo.
A abertura faz parte da primeira etapa do projeto de reconstrução da Serra das Araras, uma das maiores intervenções de infraestrutura atualmente em andamento no país. O novo trecho passa a ser utilizado pelos veículos que seguem no sentido São Paulo, enquanto as obras continuam nos demais segmentos da serra. A expectativa é reduzir congestionamentos, aumentar a segurança viária e melhorar as condições de circulação em uma região historicamente marcada por acidentes e lentidão.
Mudança de rota
Com a nova configuração operacional, os motoristas devem ficar atentos à sinalização implantada ao longo do percurso, já que parte do tráfego será direcionada para estruturas recém-construídas. A concessionária responsável pela Via Dutra informou que as mudanças foram planejadas para garantir uma transição gradual entre o sistema antigo e o novo traçado, permitindo que as obras avancem sem a necessidade de interrupções prolongadas no fluxo de veículos. Além disso, as detonações de rochas e outras atividades que exigem bloqueios temporários terão cronograma ajustado para minimizar impactos aos usuários da rodovia.
Quando concluído, o projeto da nova Serra das Araras contará com pistas mais amplas, viadutos, túneis e dispositivos modernos de segurança, transformando um trecho inaugurado ainda na primeira metade do século passado em uma estrutura compatível com as demandas atuais de transporte e logística. A obra é considerada estratégica para a economia nacional, já que a Via Dutra concentra parte significativa da movimentação de cargas e passageiros entre as duas maiores regiões metropolitanas do Brasil.