Estudo da FGV aponta geração de empregos, renda e impactos positivos em diversos setores além da hospedagem
Uma reserva feita pelo celular, uma mala pronta para viajar e uma cadeia econômica inteira colocada em movimento. É assim que o mercado de aluguel por temporada vem ampliando sua influência no Brasil. Segundo estudo da Fundação Getulio Vargas (FGV), a atividade do Airbnb movimentou mais de R$ 113 bilhões na economia brasileira em 2025, consolidando-se como um dos motores do turismo e do consumo em diversas regiões do país.
O levantamento mostra que os efeitos da plataforma vão muito além da hospedagem. Os gastos realizados por hóspedes impulsionam setores como alimentação, transporte, comércio, entretenimento e serviços, ampliando a circulação de recursos nas cidades que recebem visitantes. A pesquisa também destaca a contribuição da atividade para a geração de empregos, renda e arrecadação tributária em todo o território nacional.
Efeito multiplicador
De acordo com a FGV, o impacto econômico da locação por temporada ocorre por meio de um efeito multiplicador: além do valor gasto com a acomodação, turistas destinam recursos a restaurantes, passeios, compras e deslocamentos. Esse comportamento ajuda a fortalecer pequenos negócios e a distribuir renda em diferentes segmentos da economia, especialmente em destinos turísticos.
Os dados reforçam a crescente relevância da chamada economia compartilhada no Brasil. Com o avanço do turismo doméstico e internacional, plataformas de hospedagem têm ampliado sua participação no mercado e contribuído para o desenvolvimento econômico de cidades de diferentes portes. Para especialistas, o cenário demonstra como novas formas de consumo e hospedagem vêm ganhando espaço e impactando positivamente a atividade econômica nacional.