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Nova madrugada de guerra em Rio das Pedras expõe avanço do conflito entre CV e milícia

22/06/2026 10:08 Por Redação NTD

Moradores voltam a acordar sob o som de disparos enquanto disputa territorial provoca impactos no transporte e reforça clima de tensão na Zona Oeste do Rio

O relógio ainda marcava as primeiras horas da manhã quando o silêncio de Rio das Pedras foi novamente rompido pelo eco dos tiros. Pela segunda madrugada consecutiva, moradores da comunidade da Zona Oeste do Rio viveram momentos de medo diante de mais uma ofensiva atribuída ao Comando Vermelho (CV) contra grupos milicianos que controlam a região. O confronto reforça a escalada da disputa pelo domínio de um dos territórios mais estratégicos da cidade. 

Segundo informações das forças de segurança, a investida faz parte da tentativa do CV de ampliar sua presença na região de Jacarepaguá e consolidar um corredor de áreas sob influência da facção no entorno da Floresta da Tijuca. Considerada historicamente o berço da milícia no Rio de Janeiro, Rio das Pedras tornou-se peça-chave nessa disputa por sua localização estratégica e pelo peso econômico gerado por atividades exploradas pelos grupos criminosos. 

Impactos imediatos

Além do pânico entre os moradores, os confrontos provocaram reflexos na mobilidade urbana. A Avenida Engenheiro Souza Filho, principal acesso à comunidade, teve o trânsito afetado nas primeiras horas do dia, enquanto 12 linhas de ônibus precisaram operar com alterações em seus trajetos. O policiamento foi reforçado na região em uma tentativa de restabelecer a normalidade e evitar novos confrontos. 

As investigações apontam que a disputa pela área faz parte de uma estratégia mais ampla do Comando Vermelho para conectar territórios já dominados pela facção, incluindo comunidades vizinhas como Muzema e Gardênia Azul. Diante do avanço criminoso, o governo estadual também prevê priorizar Rio das Pedras em futuros projetos de reocupação territorial, atualmente em análise pelo Supremo Tribunal Federal (STF). Enquanto isso, a população segue convivendo com a incerteza e o temor de novos episódios de violência.