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Fim da escala 6x1 preocupa setor PET e pode elevar custos com mão de obra

20/06/2026 22:05 Por Elaine Ribeiro

Pet shops, clínicas veterinárias e hotéis para animais avaliam impactos da redução da jornada semanal

Enquanto cães e gatos seguem exigindo cuidados diários, empresários do setor PET já começam a fazer contas diante da proposta que prevê o fim da escala 6x1 e a redução da jornada semanal para 40 horas. A mudança, aprovada pela Câmara dos Deputados e ainda em tramitação, acendeu um alerta entre donos de pet shops, clínicas veterinárias, creches e hotéis para animais, que temem aumento de custos operacionais e desafios para manter a qualidade dos serviços oferecidos.

A preocupação é maior entre os estabelecimentos que funcionam de segunda a sábado, além daqueles que mantêm atendimento aos domingos e feriados. Com a possível redução da carga horária dos funcionários contratados sob o regime da CLT, empresas do segmento estudam alternativas para reorganizar escalas de trabalho e evitar impactos no atendimento aos clientes e no bem-estar dos animais.

Readequação necessária

Especialistas apontam que a nova realidade poderá exigir investimentos em novas contratações, terceirizações e ferramentas de gestão de equipes. Em atividades que demandam presença constante, como consultas veterinárias, banho e tosa, hospedagem e monitoramento de animais, a reorganização da força de trabalho será fundamental para garantir a continuidade dos serviços sem queda de produtividade.

A expectativa do mercado é de crescimento na procura por profissionais autônomos e freelancers para suprir lacunas operacionais. Serviços como banho e tosa, passeadores de cães, cuidadores e profissionais de hospedagem devem registrar aumento na demanda, criando novas oportunidades de trabalho, mas também impondo desafios financeiros para empresas que precisarão equilibrar custos, eficiência e qualidade no atendimento ao público PET.

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