Atacante revelado pelo Flamengo deixa sua marca, é eleito pela FIFA o melhor em campo e ajuda a Seleção a superar o Haiti
A Seleção Brasileira venceu o Haiti em mais um compromisso pela Copa do Mundo de 2026, em uma partida que teve momentos de domínio absoluto da equipe comandada pelo treinador brasileiro e também instantes de preocupação nos minutos finais. O grande destaque do primeiro tempo foi Matheus Cunha, autor de dois gols, aos 22 e aos 35 minutos, mostrando oportunismo e eficiência nas finalizações. Já nos acréscimos da etapa inicial, Vinícius Júnior ampliou a vantagem após receber um passe preciso de Lucas Paquetá, encerrando os primeiros 45 minutos com uma confortável vantagem para o Brasil. Pelo desempenho decisivo, o atacante foi eleito pela FIFA o melhor jogador da partida, repetindo o feito pela segunda vez em dois jogos disputados nesta edição da Copa do Mundo.
Nem tudo, porém, ocorreu conforme o planejado. Ainda no primeiro tempo, o atacante Raphinha sentiu dores, e precisou deixar o gramado, sendo substituído por Rayan. A alteração obrigou a comissão técnica a reorganizar o setor ofensivo, mas a equipe conseguiu manter o controle da partida. Entre os destaques individuais estiveram justamente os jogadores revelados pelo Flamengo. Vinícius Júnior voltou a mostrar sua importância para a Seleção ao participar ativamente das ações ofensivas e marcar um belo gol após jogada construída por Lucas Paquetá. A conexão entre os dois atletas, formados nas categorias de base rubro-negras, foi celebrada pelo Flamengo nas redes sociais logo após o lance, destacando o protagonismo dos seus ex-jogadores em mais uma partida internacional.
Influência rubro-negra
A atuação dos crias da Gávea reforçou mais uma vez a relevância da formação de atletas do Flamengo para o futebol brasileiro. Vinícius Júnior foi uma das principais armas ofensivas da equipe, utilizando sua velocidade, capacidade de decisão, e movimentação constante para criar dificuldades à defesa haitiana. O prêmio de melhor em campo concedido pela FIFA coroou uma atuação segura e eficiente do camisa 7, que vem se consolidando como uma das principais referências técnicas da Seleção na competição. Do outro lado, Lucas Paquetá demonstrou visão de jogo e qualidade técnica ao encontrar o companheiro em ótima condição para marcar. A participação decisiva da dupla ajudou o Brasil a construir uma vantagem importante no placar e evidenciou a influência que jogadores formados no clube carioca continuam exercendo na Seleção principal.
Apesar da ampla vantagem construída ainda na primeira etapa, o Brasil encontrou dificuldades para administrar o resultado nos minutos finais. Vinícius Júnior deixou o campo aos 35 minutos do segundo tempo para a entrada de Danilo Santos, e a equipe perdeu parte de sua capacidade de acelerar os contra-ataques e manter a posse de bola no setor ofensivo. Aproveitando essa queda de intensidade, o Haiti passou a ocupar mais espaços e avançou suas linhas em busca de diminuir a desvantagem. Mesmo sem conseguir alterar o placar, a equipe haitiana criou situações de perigo e pressionou a defesa brasileira nos instantes decisivos, obrigando o Brasil a redobrar a atenção para garantir a vitória. O sufoco inesperado serviu de alerta para a Seleção, que saiu de campo com os três pontos, e a classificação encaminhada, mas também com lições importantes para os próximos desafios da competição.