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Economia

Economia brasileira fica praticamente estagnada em abril e sinaliza perda de fôlego

18/06/2026 21:09 Por Redação NTD

Prévia da FGV aponta alta de apenas 0,1% no mês, resultado que reflete o impacto dos juros elevados e das incertezas sobre a atividade econômica

A economia brasileira mal saiu do lugar em abril. Segundo dados do Monitor do PIB da Fundação Getulio Vargas (FGV), a atividade econômica avançou apenas 0,1% na comparação com março, um resultado considerado praticamente estável e que reforça os sinais de desaceleração observados nos últimos meses. O desempenho ocorre em meio a um cenário de juros elevados, crédito mais caro e aumento das incertezas no ambiente econômico.

Embora o indicador tenha permanecido no campo positivo, o crescimento foi insuficiente para afastar as preocupações sobre a perda de ritmo da economia. Na comparação com abril de 2025, a expansão foi de 1,8%, mesmo percentual registrado no trimestre móvel encerrado em abril. No acumulado de 12 meses, o avanço chega a 2%, mas os números apontam para uma trajetória de crescimento cada vez mais moderada.

Sinais de desaceleração

A avaliação da FGV indica que alguns componentes da demanda ainda sustentam a atividade, mas sem força suficiente para impulsionar uma expansão mais consistente. O consumo das famílias cresceu 2,6% no trimestre móvel encerrado em abril, enquanto as exportações avançaram 9,3%. Os investimentos, medidos pela Formação Bruta de Capital Fixo (FBCF), tiveram alta de apenas 0,7%, após uma sequência de quatro trimestres móveis de retração.

Para os analistas da fundação, a economia continua enfrentando obstáculos importantes. O elevado nível das taxas de juros, combinado ao aumento dos preços do petróleo em razão das tensões geopolíticas no Oriente Médio, tem limitado o potencial de crescimento. Mesmo com alguns indicadores positivos, o avanço de apenas 0,1% em abril evidencia uma economia que opera perto da estagnação e encontra dificuldades para recuperar um ritmo mais robusto de expansão.