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Tempestade política no Aterro: após embargo e revolta popular, Cavaliere derruba concessão de obra polêmica

18/06/2026 02:07 Por Redação NTD

Projeto que começou como eletroposto e acabou associado a um showroom de carros termina com recuo do Prefeito diante da pressão pública

O que parecia uma simples obra voltada à mobilidade sustentável se transformou em um dos maiores incêndios políticos enfrentados pela Prefeitura do Rio neste início de gestão. Após dias de críticas, protestos e questionamentos sobre intervenções em uma das áreas mais simbólicas da cidade, o prefeito Eduardo Cavaliere anunciou a rescisão da concessão que permitia a instalação de um empreendimento no Aterro do Flamengo. A decisão veio depois que o Iphan e a própria prefeitura determinaram a suspensão das obras, colocando um freio brusco em um projeto que se tornou alvo de intensa controvérsia.

A polêmica ganhou força quando moradores, urbanistas e defensores do patrimônio histórico passaram a questionar a verdadeira dimensão do empreendimento. O que havia sido apresentado como um eletroposto para veículos elétricos passou a ser associado também à instalação de um showroom de automóveis em plena área tombada. A repercussão foi imediata. Nas redes sociais, multiplicaram-se críticas, enquanto especialistas alertavam para possíveis impactos sobre um dos cartões-postais mais importantes do Rio de Janeiro.

Freada de emergência

Diante da pressão crescente, Cavaliere decidiu puxar o freio de mão. Em pronunciamento, o prefeito informou que a concessão será cancelada e que o projeto originalmente autorizado não seguirá adiante. O recuo foi interpretado nos bastidores como uma tentativa de conter o desgaste político provocado pela crise, que já ameaçava ultrapassar os limites do debate urbanístico para atingir diretamente a imagem da administração municipal.

Embora tenha enterrado o projeto que gerou a controvérsia, a prefeitura afirma que não desistiu da ideia de instalar um ponto de recarga para veículos elétricos no local. A promessa agora é realizar uma nova seleção, com regras mais rígidas e sem espaço para estruturas comerciais adicionais. Até lá, o episódio entra para a lista das obras que saíram do papel cercadas de promessas, mas acabaram atropeladas pela reação da opinião pública antes mesmo de serem concluídas.