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Economia

Governo faz corte mínimo nos juros e Selic cai apenas 0,25 ponto, para 14,25% ao ano

18/06/2026 00:14 Por Redação NTD

Redução tímida mantém Brasil entre os países com os juros mais altos do mundo e frustra expectativas de setores que esperavam um alívio maior

Quem esperava uma queda mais significativa dos juros terá de continuar aguardando. O Comitê de Política Monetária (Copom) anunciou nesta quarta-feira, 17, uma redução de apenas 0,25 ponto percentual na taxa Selic, que passou de 14,50% para 14,25% ao ano. Embora represente o terceiro corte consecutivo, a decisão foi considerada modesta diante do elevado patamar dos juros brasileiros, que seguem entre os mais altos do planeta.

A redução mínima reforça a percepção de cautela extrema por parte do Banco Central. Na prática, o impacto imediato para consumidores e empresas tende a ser limitado, já que financiamentos, empréstimos e operações de crédito continuam operando com custos elevados. Para empresários e representantes do setor produtivo, a velocidade do afrouxamento monetário segue insuficiente para impulsionar investimentos e estimular o crescimento econômico.

Alívio distante

No comunicado divulgado após a reunião, o Copom indicou que continuará observando a evolução da inflação e do cenário internacional antes de promover novos cortes. A mensagem foi interpretada pelo mercado como um sinal de que a redução dos juros deverá continuar ocorrendo de forma lenta e gradual, sem espaço para movimentos mais agressivos no curto prazo.

Com a Selic ainda em 14,25% ao ano, o custo do dinheiro permanece elevado para famílias e empresas. Apesar da queda anunciada, especialistas avaliam que o consumidor dificilmente perceberá mudanças relevantes nas taxas cobradas pelos bancos nos próximos meses. Assim, o corte de apenas 0,25 ponto percentual acaba sendo visto mais como um gesto simbólico do que como uma medida capaz de produzir efeitos significativos na economia brasileira no curto prazo.