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STJ mantém Buzeira preso e rejeita novo habeas corpus em investigação da Operação Narco Bet

17/06/2026 10:33 Por Redação NTD

Decisão reforça a prisão preventiva do influenciador digital investigado por lavagem de dinheiro e ligação com organização criminosa

A batalha judicial de Bruno Alexssander Souza Silva, o Buzeira, sofreu mais um revés. O Superior Tribunal de Justiça (STJ) negou um novo pedido de habeas corpus apresentado pela defesa do influenciador digital e manteve sua prisão preventiva no âmbito da Operação Narco Bet, investigação que apura um suposto esquema de lavagem de dinheiro ligado ao tráfico internacional de drogas e às apostas online. A decisão representa mais um obstáculo para o influenciador, que está preso desde outubro de 2025.

Segundo o entendimento da Corte, os fundamentos que embasaram a prisão continuam válidos, afastando a alegação da defesa de que não haveria motivos para a manutenção da medida cautelar. Os magistrados consideraram que não houve alteração relevante no cenário processual capaz de justificar a concessão da liberdade, mantendo o posicionamento adotado em decisões anteriores sobre o caso.

Operação Narco Bet

A Operação Narco Bet foi deflagrada pela Polícia Federal com o objetivo de desarticular uma estrutura suspeita de movimentar recursos provenientes do tráfico de drogas por meio de empresas, apostas e negócios considerados de fachada. Relatórios da investigação apontam dezenas de operações financeiras consideradas suspeitas, além de movimentações milionárias atribuídas ao influenciador e a outros investigados. A ofensiva também resultou no bloqueio de centenas de milhões de reais em bens e valores.

Com a nova negativa do STJ, Buzeira permanecerá preso enquanto o processo segue em tramitação na Justiça Federal. A defesa ainda poderá recorrer a instâncias superiores, mas a decisão reforça a avaliação das autoridades de que persistem indícios suficientes para a manutenção da prisão preventiva, considerada necessária para a continuidade das investigações e para a preservação da ordem pública.