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Política

Lula busca ponte com Trump via Macron, mas Presidente dos EUA evita aproximação no G7

17/06/2026 11:57 Por Redação NTD

Petista tentou ampliar diálogo com Washington em meio à crise comercial, mas não conseguiu espaço na agenda de Trump

Em meio ao agravamento das tensões comerciais entre Brasil e Estados Unidos, o Presidente Luiz Inácio Lula da Silva chegou ao G7 com um objetivo diplomático claro: abrir um canal de diálogo com Donald Trump. Para isso, contou inclusive com a interlocução do Presidente francês Emmanuel Macron, um dos líderes com maior acesso ao mandatário norte-americano. Apesar dos esforços, a tentativa de aproximação esbarrou na falta de interesse da Casa Branca. Trump não reservou espaço em sua agenda para uma reunião bilateral com Lula, e manteve distância do Presidente brasileiro durante os principais compromissos do encontro.

A situação ficou ainda mais evidente durante a tradicional foto oficial da cúpula. Posicionados a poucos metros um do outro, ao lado de diversos chefes de Estado e de governo, Lula e Trump participaram do registro protocolar sem qualquer interação pública. Não houve aperto de mãos, troca de palavras ou mesmo um cumprimento visível entre os dois líderes de Brasil e Estados Unidos. A cena chamou a atenção de diplomatas e observadores internacionais justamente porque ocorreu em um momento em que o governo brasileiro busca reduzir atritos com Washington e evitar o aprofundamento da disputa comercial entre os dois países.

Gelo diplomático

Nos bastidores, integrantes da comitiva brasileira esperavam que o encontro em território europeu pudesse criar uma oportunidade para uma conversa direta entre os Presidentes. A expectativa ganhou força diante da atuação de Emmanuel Macron, que mantém diálogo frequente com Lula e a Primeira Dama, Janja, e buscava contribuir para a reaproximação entre Brasília e Washington. No entanto, o Presidente norte-americano priorizou outros compromissos durante a cúpula, e não abriu espaço para uma audiência solicitada pelo líder brasileiro, frustrando os planos do Palácio do Planalto de iniciar uma negociação política de alto nível.

O episódio ocorre justamente quando Brasil e Estados Unidos enfrentam divergências relacionadas a tarifas comerciais e a questões estratégicas da economia global. Diante desse cenário, a ausência de um encontro entre Lula e Trump foi interpretada pela imprensa internacional como um sinal das dificuldades enfrentadas pelo governo brasileiro para estabelecer uma interlocução direta com a atual administração norte-americana, ao passo que seu principal adversário político na corrida presidencial, o senador Flávio Bolsonaro demonstra mais acesso à Casa Branca. Enquanto Lula buscava construir pontes e reduzir tensões, a imagem que ficou do G7 foi a de dois Presidentes separados não apenas por alguns metros durante a foto oficial, mas também por uma distância política e diplomática que segue sem perspectiva imediata de redução.